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Archive for the ‘cinema’ Category

Há pouco tempo falamos aqui no blog do South By Southwest, um dos principais encontros do mundo quando se cruzam os temas de juventude, inovação, cinema, música e tecnologia. Tudo junto misturado, sob um guarda-chuva de estilo de vida em comum, o SXSW é o lugar onde muitos (além dos nerds, geeks, indies e hipsters – opa, sobrou alguém?) querem estar.

E se você quer estar lá do melhor modo possível, esta é a hora: os editais de convocação para apresentação de projetos e performances em Interatividade, Música e Cinema estão abertos até o dia 09 de julho. A concorrência é grande, as exigências são muitas, mas nada que tire o sono de quem está acostumado a atender clientes com pedidos impossíveis (ou seja, todo mundo).

O planejamento dos caras é tanto que o processo do ano que vem ainda acontece usando a arte e a programação visual deste ano. Clique aqui para começar sua inscrição e aqui para tirar todas as dúvidas. O Texas te espera…

Alisson Avila

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Já falamos recentemente aqui sobre plágios não só gráficos, como ideológicos, envolvendo União Soviética e Estados Unidos.

Mas este super apanhado do blog World Famous Design Junkies dá um banho de informação quando o assunto é o conhecido chupinhol da ideia alheia.  O engraçado é que o primeiro plágio do post, neste caso, também envolve ianques e bolcheviques:

Interessante notar que a maioria das chupações reunidas pelo post dizem respeito a shows, quase sempre resgatando linguagens visuais que ainda não são tão mainstream – caso do próprio construtivismo soviético, ou da grandiosa tradição em design gráfico do leste europeu.

Nestes casos de cartazes de bandas indie, muitas vezes o que temos é uma “homenagem cool” (ui) de pessoas que catam imagens bacanas na rede e aproveitam a deixa para fazer algo mais istáile para um show de música pop. Ou seja, este “plágio do bem” é a coisa mais comum do dia a dia de quem trabalha com projetos de conteúdo urbano em escala industrial: é preciso buscar referências o tempo todo, e basta calcular o número de shows diários pelo mundo para pensar no trabalho dos designers, a (tentar) criar algo novo permanentemente.


Mas tem gente que não acredita em Creative Commons e que não é obrigada a gostar disso – ou seja, quer seus direitos autorais bem depositados na sua conta bancária. Embora, nos casos dos shows aqui, estejamos falando de “pouco dinheiro”, pois quase todos os exemplos são de bandas indie promovendo gigs em lugares específicos – nem sequer uma turnê.

A coisa pode virar problema mesmo quando os casos de clonagem envolvem hard money. Caso de um dos cartazes do oscarizado “Precious“, filme que aliás nasceu no circuito indie (apesar do dinheiro da Ophrah) e só depois estourou. No começo, pelo visto, o chupinhar não era problema para o diretor Lee Daniels. Ou ele não esperava que o filme aparecesse tanto… Questão de tempo para que o artista criador da hot line anti-estupro nos anos 1970 (imagem à esquerda) vá para cima dos produtores de “Precious”, que justamente fala de estupro:

E por que é um barato o Cassino do Chacrinha? Porque se tivéssemos mais humildade em reconhecer que nada se cria, tudo se copia, tudo ficaria bem mais fácil e fluido. Tanto para quem criou antes como para quem criou depois. Podemos mudar e alterar significados, puxar conceitos para novas direções, e de fato propor algo efetivamente inovador. Mas tudo sempre vem de algum lugar: nada sai de nada. O significante deste significado pode ter mais de 2010 anos.

Taí, nunca tinha pensado em linkar Chacrinha e Umberto Eco pela semiótica. Somente pela semelhança: seria o pernambucano uma versão alegórica do italiano?

A distância oceânica entre os irmãos separados pelo nascimento é fácil de notar


Alisson Avila

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A Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema (confira o blog) começa nesta terça, dia 09/02, no CCBB do Rio e segue até o dia 29. Esta é uma iniciativa do CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre, que em 2009 contou com uma versão reduzida da Mostra Zona Livre dentro de sua programação.

O foco são filmes inovadores que não chegam ao Brasil, e que criam sua reputação na internet. Agora, novamente com a curadoria de Davi Pretto e Bruno Carboni, da Tokyo Filmes, a mostra amplia seu escopo e passa uma temporada no Rio de Janeiro.

Uma das coisas mais legais da mostra, além dos filmes inéditos, são os debates online e offline com diretores dos longas que acontecerão dentro da sala de cinema do CCBB.  A função começa já nesta terça, dia 09, com a exibição em primeira mão no Brasil de “Trash Humpers”, novo longa de Harmony Korine, seguido por debate ao vivo com o diretor via Skype.

Saiba mais sobre sobre o novo filme do Korine e o debate com o diretor, toda a programação de debates, a relação de filmes e um panorama da mostra. Confira ainda a grade de programação para download e impressão e o catálogo da mostra para download e impressão. Pra completar, veja o canal da mostra no You Tube com videorelease e trailers de todos os filmes.

Alisson Avila

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00h Pré-estréia “Natimorto”
Direção: Paulo Machiline


02h30
Hanami – Cerejeiras em Flor
Direção: Doris Dorrie

04h Atividade Paranormal
Direção: Oren Peli

06h30 Brega S/A
Direção: Vladimir Cunha e Gustavo Godinho

08h Harry Potter – O Enigma do Principe
Direção: Joe Johnston

10h30 Up – Altas Aventuras
Direção: Pete Docter e Bob Peterson


Da redação

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ARTE OFICIAL 10X6CM

Clique aqui e saiba tudo sobre o festival, que começa no próximo sábado (17) e segue até o dia 24 em Porto Alegre.

São mais de 100 filmes, sempre com entrada franca. Um amplo panorama da produção contemporânea do cinema e do audiovisual independente brasileiros, além de duas mostras internacionais (com diversos filmes inéditos no País, confira no site) e ainda uma homenagem especial à velha guarda, com a Mostra Cinema Marginal Brasileiro.

Não conhece a cidade? Oriente-se para o festival por aqui.

Nada de tapetes vermelhos e flashes com qualquer wannabe: o festival é pequeno por opção. O que interessa no CEN é idéia!


Alisson Avila

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"Josh! Jooooooosh!!!"

"Josh! Jooooooosh!!!"

Já foram-se os tempos em que “Bruxa de Blair” poderia ser o principal benchmark em termos de buzz e estratégia de lançamento de um filme sem muita grana. Mesmo com a “Bruxa” sendo, até hoje, um case relevante por conta do seu extremo pioneirismo em termos de linguagem e também de promoção na época em que apareceu (1999). Não há o que reclamar: o filme custou ridículos US$ 35 mil e gerou US$ 250 milhões de faturamento. A força de um “engaging storytelling” (socorro) estava ali em toda a sua grandeza.

Dez anos depois, o pessoal apela para todo tipo de santo para deixar a coisa diferente. Ai que saudade quando bastava o filme ser relevante para construir sua fama boca-a-boca…

Veja este vídeo de promoção do longa “Paranormal Activity“:

Sérias desconfianças de que não seja real, portanto, apenas mais um viral fake. Não sabemos: a ser descoberto na tela do cinema (ou seja lá qual a tela) pra saber se teremos as mesmas reações.

Já o filme “Where Wild Things Are” apostou em uma pop up store bem simpática nos Estados Unidos, dentro do clima de sonho e capim na boca que o longa possui:

wild 1

wild 2

São ações simples e simpáticas, mas em termos de estratégia, estrutura e resultado é difícil bater o case de Batman: Dark Knight, que já comentamos aqui no blog na cobertura de Cannes 2009.

Alisson Avila

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tron1

Tron_Legacy_blog

“The computer, an extension of the human intelect…”

Pois é. A idéia original do post era falar do mais novo celular para cegos da Toshiba: o Tactile, este que você vê na foto abaixo, desenvolvido pelo designer Siwei Liu:

celu cego

Porém, um comentário da Yanko Design sobre o aparelho me levou para outro planeta de hiperlinks. O autor fez um paralelo entre o design do celular, especialmente por conta da sua luz azul lateral, com a estética do filme Tron, clássico absoluto e vanguardista (quando esta palavra fazia sentido) produzido pela Disney em 1982.

O possível remake-continuação-whatever de “Tron” é assunto de longa data. E a Disney confirmou no começo deste mês que “Tron Legacy” estréia nos cinemas em 17 de dezembro de 2010, saciando a curiosidade de quem viu os trailers do novo filme nas Comic Con de 2008 e 2009 nos Estados Unidos:

Levando as evidências em consideração, “Tron Legacy” será sucesso na certa: sem contar a avalanche de marketing em si, naturalmente haverá uma versão 3D, a trilha está prometida para o Daft Punk  e o argumento original (um programador de games fica preso dentro do seu próprio jogo e tem que sair dele – isso em 1982!) tem muito mais força e apelo hoje do que 27 anos atrás, quando foi lançado.

Jeff Bridges volta ao filme, repetindo os papéis principais de Kevin Flynn (o programador) e Clu (o seu “avatar”, digamos assim, dentro do game). E o diretor original, Steven Lisberger, agora ataca de produtor. Não perca o trailer original:

Não é preciso olhar muito para entender a força que esta linguagem tech-retrô possui na moda e na música de hoje. No design gráfico, então… A clássica cena da corrida de motocicletas deixa isso anda mais claro:

Pode procurar as camisetas Malwee ou Sulfabril da época, nos brechós ou na rede, para encaixar seu estilo com a invasão Tron 2010. Ou aguarde as novas t-shirts em folha, que serão idênticas e custarão uma fortuna. E ainda por cima, infelizmente, não estarão gastas como as originais de quase 30 anos…

Tron_3D_Field-T

Alisson Avila

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