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Archive for the ‘Comportamento’ Category

Há pouco tempo falamos aqui no blog do South By Southwest, um dos principais encontros do mundo quando se cruzam os temas de juventude, inovação, cinema, música e tecnologia. Tudo junto misturado, sob um guarda-chuva de estilo de vida em comum, o SXSW é o lugar onde muitos (além dos nerds, geeks, indies e hipsters – opa, sobrou alguém?) querem estar.

E se você quer estar lá do melhor modo possível, esta é a hora: os editais de convocação para apresentação de projetos e performances em Interatividade, Música e Cinema estão abertos até o dia 09 de julho. A concorrência é grande, as exigências são muitas, mas nada que tire o sono de quem está acostumado a atender clientes com pedidos impossíveis (ou seja, todo mundo).

O planejamento dos caras é tanto que o processo do ano que vem ainda acontece usando a arte e a programação visual deste ano. Clique aqui para começar sua inscrição e aqui para tirar todas as dúvidas. O Texas te espera…

Alisson Avila

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Dois recentes lançamentos da Taschen merecem destaque por aqui. Começamos por “Product Design in the Sustainable Era“, cujo nome dispensa maiores explicações. Trata-se de um compilado de projetos recentes na área:

Mas o mais bacana, até pela quantidade de temas e análises que pode sair de dentro, é a livro “Vintage T-Shirts”. Antropologia Cultural, Marketing, Cultura Pop, Design, Ciências Sociais: cabe tudo neste assunto sobre a força de uma camiseta e suas mais diversas representações na sociedade contemporânea:

Na livraria mais próxima de você, sob encomenda, nas Amazons da vida ou no site da editora.

Alisson Avila

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Imperdível este artigo da Fast Company sobre o outro lado da procrastinação – a maneira técnica de chamar o “empurrar com a barriga”. Já parou pra pensar que, enquanto você enrola pra fazer aquelas coisas prioritárias e se dedica às coadjuvantes, você está melhorando outros aspectos da sua vida que não o essencial para aquele momento? Hum, me identifiquei 🙂

E uma espécie de procrastinação paralela também pode acontecer quando você pensa nas milhares de contas de Twitter que você TEM que seguir (socorro). Ou de contas novas que você TEM que descobrir. Escravidão? Seus problemas acabaram! Vem aí o Twitter @Anywhere.

(engraçado que as informações estão num blog… afinal tem coisas que não cabem em 140 caracteres)

O aplicativo vai levar o Twitter para dentro das páginas da web, sem você precisar acessar uma nova guia. É mais do que a janelinha tradicional: é o aplicativo embedado mesmo. Se por um lado parece insano tirar o tráfego da sua URL, por outro pode ser a tábua de salvação para este serviço de sucesso massivo, a exemplo do You Tube, mas que ainda não encontrou um modelo de negócio lucrativo.

Alisson Avila

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Houve um tempo, hehehe, e não tão distante assim, em que as manifestações culturais ainda não eram imediatamente absorvidas pelas marcas e pelo consumo. E muito menos eram criadas primeiro pelas próprias marcas, para depois se disseminarem por aí. Nestes tais tempos, a “experimentação de um produto” poderia inclusive ser um acontecimento realmente revelador, para dizer o mínimo.

Mas sejamos realistas: não vamos nos iludir achando que isso é coisa de buzz do século 21. Estes experimentos sociais e políticos que criam uma opinião pública relativa a causas, valores ou experiências não são de hoje: o RP ideológico com o objetivo de criar um imaginário já comia solto desde tempos imemoriais. Desde antes da Bíblia, ela própria um exemplo perfeito disso. Basta ver algumas pesquisas recentes, que vêm provocando o revisionismo histórico de coisas que pareciam definitivas na cabeça do status quo global, para percebermos isso – como comenta este artigo recente do caderno Alias do Estadão.

Voltando aos tais tempos nem tão distantes, sabemos que os anos 1960 foram decisivos para a cultura contemporânea global, sobretudo a ocidental. E eis que o portal Wolfgang´s Vault nos presenteia com um magnífico registro deste período, definitivo em nossa época pela legitimação permitida aos pequenos comportamentos sociais paralelos. Estamos falando do começo da chegada do underground ao mainstream nos tempos contemporâneos, o que ofuscaria para sempre os dois lados da moeda.

Um exemplo sonoro das epifanias, ou no mínimo um pouco daquele shuffle-hedonismo analógico que marcou a busca livre e randômica de experiências sensoriais aleatórias pelos jovens daquele momento histórico, pode ser sentido literalmente no histórico show do Grateful Dead (!) disponibilizado no site. Eles, os avós do psy trance em termos de proposta, na San Francisco em 1966.

"Vai um sampling aí?"

Resumo da ópera: de um lado de Frisco, o epicentro hippie de então (estamos falando de três anos antes de Woodstock), estavam as festas classe média de entretenimento, de introdução a esta cultura ainda escondida, em uma versão pequeno-burguesa do bordão renatorussiano “ia pras festas de rock pra se libertar”. Do outro lado na cidade estava gente bem mais positivamente perturbada, tipo os Merry Pranksters, fazendo festas regadas a LSD. Na época legal e liberado para venda, o alucinógeno químico era um primo da água com gás, das tubaínas e do arroz de festa nos “Acid Tests“.

Este hoje simbólico show, juntando as duas facções, representa uma verdadeira ruptura. Pois junta de uma vez por todas a tradição, a família e a propriedade que já ouvia rock nos Estados Unidos ao povo mais subversivo ou simplesmente anárquico. Naturalmente, não precisamos explicar as conseqüências disso tudo para a cultura e a sociedade até hoje. Ouça e aproveite.

até 1965, você encontrava na farmácia

PS: o nome do post? Sandoz (hoje da Novartis) é o laboratório que lançou o LSD nas prateleiras das farmácias até 1965, através da descoberta do químico suíço Albert Hoffman em 1938 e que foi criminalizada pelas Nações Unidas somente a partir de 1971. E, antes de ser uma faixa de um disco de lados B dos Smashing Pumpkins, “A Girl Named Sandoz” é também um lado B, mas do histórico single “When I was Young”, lançado por Eric Burdon & The Animals em 1967 no meio desta bagunça comportamental toda.

Alisson Avila

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Em plena semana de Campus Party, surgem na rede algumas novidades interessantes sobre comportamento e relações socio-econômicas baseadas na internet.

A perversa, porém inevitável realidade da ordem e seleção natural traçada por Darwin é tão verdadeira que não teria como ficar de fora das relações digitais. Matéria recente do El País, por exemplo, fala do processo de dupla marginalização social sofrida em escala global por pobres e idosos em tempos multitouch (o acesso é exclusivo para assinantes, mas faremos o favor de reproduzir o texto aqui abaixo, discretamente….)

Falta de dinheiro, de intimidade com aparelhos tecnológicos e foco exclusivo em ferramentas de comunicação online (ao invés de descobrir e desenvolver outros programas e soluções que facilitem a vida a partir de um aparelho em rede) entram como fatores-chave para este problema. O último caso pode ser visto como o lado ruim da bem-vinda disseminação das lan houses pelos países em desenvolvimento e no Terceiro Mundo.

E basta pensar no Brasil, um exemplo enorme de desigualdade econômica e de pouco caso com a terceira idade (sem contar o fato de ser um país em processo de envelhecimento) para dimensionar o tamanho da bucha que temos pela frente.

Outra pesquisa recente, esta focada no Brasil e divulgada no ano passado, também confirma este cruzamento entre penetração da internet e marginalização digital entre a população brasileira.

Por fim, a mais divertida de todas: uma pesquisa inglesa, recém-publicada, dando conta de que o cérebro só consegue administrar 150 amigos em redes sociais de uma forma real e sustentável. O melhor da história é que ela tem uma relação direta com o Número de Dunbar, que pregava esta mesma lógica em uma realidade offline e foi um assunto relevante nos estudos de comportamento e disseminação da informação nos anos 1990. Também, pudera: o autor de ambas as pesquisas é Robin Dunbar, professor de antropologia aplicada à evolução.

Alisson Avila

(mais…)

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Tratando-se de ossos, seria a pobre modelo um teaser para os cachorrinhos da Pet Fashion Week?

A AdAge acaba de soltar uma breaking news dizendo que foi aprovada, na Espanha, uma legislação publicitária contra o segmento de beleza e emagrecimento que seria ainda mais restritiva do que as regras para a propaganda de bebidas alcoólicas. Estes produtos que prometem todo tipo de milagre só poderão ser comunicados após as 22h, em nome da redução dos distúrbios alimentares e da saúde mental das espanholas.

Indo mais longe, o mercado da moda foi novamente devorado pela cultura da pele e osso. A real beleza de Dove já ficou demodé e a cobertura da São Paulo Fashion Week (procure por aí) deixa isso bem claro: pós-adolescentes raquíticas e modelos que não tem força para levantar um sapato seguem sendo louvadas como a coisa mais sexy da Terra desde que Adão mordeu a maçã. Os textos da Folha de S. Paulo, por exemplo, estão bastante críticos e esclarecedores, o que chega a surpreender em tempos de jornalismo funcional: fill the blanks atrás dos anúncios, ou entre um break e outro, ou em alguma subliminariedade web… e lá vem uma nova edição.

A polêmica campanha da Ralph Lauren do ano passado, com modelos tão secas que parecem até deformadas - desproporcionais

Na real, isso é naturalmente triste, pois as modelos sofreram um downgrade e agora são apenas um display humano, que nem podem aproveitar seus diferenciais em relação ao acrílico. Personalidade e alma não eram essências de marcas? Bem-vindo à revolução: na construção de marcas de moda em desfiles, só interessa a roupa pendurada na magrela. O resto é interdito.

Nada disso precisa ser ruim: o Financial Times registra com apuro o boom do mercado de cosméticos no Brasil e conta como o País se transformou, em um ano de baixa nos Estados Unidos, no maior mercado mundial da Avon, na esteira da inclusão econômica das classes C, D e E em novas searas de consumo no seu dia a dia.

Como disse um cara nos comentários de uma notícia, vareta serve para empinar pipa. Longa vida ao corpo nacional violão!!!

Alisson Avila

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“Pets são os novos bebês deste milênio”. A frase do norte-americano Mario Di Fante, idealizador da Pet Fashion Week, resume bem o espírito deste mercado e as oportunidades ao redor dele. “Basta lembrar que ontem, mesmo sendo uma pessoa do ramo, eu fui a uma festa de aniversário de um gato pela primeira vez”. Ele não estava nos Emirados Árabes, e sim na Rua Oscar Freire, em São Paulo, com outros 200 convidados. “O Brasil é um mercado com muitas possibilidades por conta da sua localização geográfica, diversidade de matérias-primas e qualificação de mão de obra artesanal para a produção de produtos exclusivos”.

Mario e um de seus amigos

Di Fante foi o convidado especial da Aktuell na palestra “Muito além das pet shops: o promissor segmento Premium chega ao Brasil”, dentro da programação anual de atividades do Luxury Marketing Council brasileiro. Ele fechou a temporada de encontros do LMC este ano anunciando a chegada da Pet Fashion Week ao Brasil, em abril de 2010, em um projeto ambicioso desenvolvido ao lado da Aktuell.

A edição nacional acontecerá no World Trade Center, em São Paulo, com todo tipo de atividade: desfiles, trade show, concursos, exposições, inovações do mercado, novas marcas que chegam ao Brasil e por aí vai. A seguir uma imagem do encontro de ontem:

Menos filhos, divórcios, a diminuição do tamanho dos pets e a busca de companhia na terceira idade são alguns dos fatores factuais apontados por Di Fante como justificativa para este crescimento. Já a humanização da relação com os animais, a opção pela vida de solteiro, a decisão ou dificuldade em ter filhos, a “celebrização” dos animais e seus donos e ainda o aumento da informação a respeito da criação de diferentes tipos de animais em casa são apontados como os drives comportamentais para a sustentação deste mercado. “Animais nunca serão uma ‘tendência’, pois eles são uma opção e sobretudo um compromisso para toda uma vida”. E que podem deixar a vida humana durar mais, vide as pesquisas da Delta Society nos EUA.

O Brasil é apontado como mercado promissor por conta dos números: os Estados Unidos, líderes disparados deste segmento, movimentam US$ 43 bilhões em uma população de 302 milhões; o Japão, hoje terceiro colocado no ranking de negócios, gira US$ 10 bilhões em negócios pet para uma população de 130 milhões; e o Brasil, agora segundo colocado global, fatura US$ 11 bilhões em uma população de 190 milhões de pessoas. “A relação entre faturamento e população, mesmo com as diferenças sociais do Brasil, evidenciam que há muito espaço para crescer”.

Cena da Pet Fashion Week Nova York 2009

Ele deu o exemplo do segmento de rações, que explodiu no País quando as empresas chegaram investindo em marcas, segmentação e alimentos funcionais. O Brasil inclusive cresce acima da média anual de norte-americanos e japoneses. “Hoje é possível estender a vida de um pet com alimentos especiais, tratamentos terapêuticos e mesmo cirurgias de transplante ou injeções de insulina”, conta Di Fante.

Outras promessas internacionais para o universo pet são os Emirados Árabes, a Índia e a Rússia, sobretudo a capital Moscou. Surpreendentemente, a China ainda não desponta como fator de atração massivo: “em um país com mais de um bilhão de pessoas, há somente 23 milhões de animais tradados como ‘pet’ do jeito que compreendemos”.

Depois de falar de números, foi a hora dos cases e exemplos. Louis Vuitton e Gucci investem neste segmento há décadas, sobretudo a Gucci, conhecida também por seus acessórios de couro para cavalos. E os exemplos, de certa forma absurdos, foram se somando: chaise dog de US$ 200.000, tesoura de tosa de US$ 275.000, casinhas com conceito arquitetônico a partir de US$ 5.000, um colar de US$ 300.000, uma capa de US$ 18.000; e a marca de cosméticos Les Poochs, com produtos custando até US$ 3.000… Sem contar os carros com equipamentos para acomodar melhor os animais tanto no porta-malas quando no meio do painel frontal, como acontece no Japão:

Estes dados dizem respeito a todo tipo de pet, não somente os cães. “Eles são a maioria, até porque gatos são muito mais independentes e animais como répteis, cobras, aves, peixes, cobras e mesmo insetos acabam sendo uma parte menor do contexto”. No meio de tanto dinheiro que pode erguer e destruir coisas belas, entretanto, ficou o recado de Di Fante: “na minha opinião, o lugar destes animais exóticos é na natureza, não na casa das pessoas”.

Alisson Avila

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