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Archive for the ‘Comunicação’ Category

Da esquerda para a direita, amigos em Cannes: Alexis Pagliarini, VP da Ampro; Philip Thomas, CEO do Cannes Lions; Luciana Ferres, diretora de marketing da Coca-Cola; e Rodrigo Rivellino, nosso palestrante


Cannes Lions 2010: mais do que analisar campanhas ou projetos de Promo, Integrated, Titanium ou Cyber, que têm a ver diretamente com o negócio da Aktuell, o grande barato de atravessar o oceano para estar lá é perceber, ao vivo, o que acontece no entorno do festival. Esta grande confraternização do mercado permite compartilhar com vocês, aqui neste artigo, minha impressão sobre Cannes em 2010 e o que penso desse grande festival para os próximos anos.

O grande charme e potencial de Cannes hoje não é mais a novidade das campanhas ou projetos: o aspecto surpresa, ou aspecto espanto, não vi em nenhum momento. Inclusive este ano não tivemos nenhum case absoluto ou surpreendente como em 2009, ano de grandes vitórias do “Melhor Emprego do Mundo” e do case de Barack Obama. Entendo que isso se deva ao fato de hoje termos quase tudo no You Tube, ou seja, não precisamos mais ir a Cannes para saber das novidades…

Então faço uma analogia ao Twitter, ferramenta de comunicação tão presente hoje na vida das pessoas. Por qual motivo? O Twitter é uma ferramenta onde as pessoas querem encontrar umas às outras, têm vontade de compartilhar, discutir, analisar e até pesquisar sobre suas vidas e conteúdos… Portanto, para mim, Cannes é o “Twitter offline” da comunicação.

A grande fortaleza deste festival é ainda conseguir reunir grande parte do mercado global de comunicação em um só lugar. Ou seja, em Cannes, as principais cabeças da criação e do marketing podem desfrutar de um ambiente totalmente adequado, com todo o charme e a tranqüilidade que a cidade oferece, para poder encontrar os amigos, clientes, concorrentes… conversar e debater sobre o universo da comunicação e os seus negócios… e, se aproveitando do conteúdo disponível, desenvolver inúmeras reflexões fora do dia a dia das agências, empresas, clientes e grandes centros urbanos!

Tive momentos que com certeza não seriam possíveis na correria do Brasil: sentar com o André Lima da NBS, o André Augusto da F/Nazca e o Julio, aqui da Aktuell, para analisarmos as campanhas; discutir sobre o modelo de negócio das agências; e olhar para o futuro do festival (o que, de longe, deveria sempre ser nossa função…). Ou então ter um almoço sossegado com a Luciana da Coca-Cola e o Breek, da Embratur, onde falamos em profundidade sobre diversos assuntos; ou ficar 30 minutos com os felizes Musa e Anselmo, da Ogilvy no terraço do Plaza. Ou mesmo passar uma manhã toda trocando ideias, finalizando e analisando as apresentações do workshop que fizemos em Cannes.

Com isso, para mim, a grande riqueza do festival está na convivência e não na novidade. Cannes é uma ótima oportunidade para o tão desejado “stop” ao longo do ano, junto a um conteúdo fértil e pessoas brilhantes que, com certeza, no seu dia a dia também não tem essa condição. Estar em Cannes é viver um grande “Twitter offline” do mercado, onde o diferencial é compartilhar e conviver!

Rodrigo Rivellino

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Dois recentes lançamentos da Taschen merecem destaque por aqui. Começamos por “Product Design in the Sustainable Era“, cujo nome dispensa maiores explicações. Trata-se de um compilado de projetos recentes na área:

Mas o mais bacana, até pela quantidade de temas e análises que pode sair de dentro, é a livro “Vintage T-Shirts”. Antropologia Cultural, Marketing, Cultura Pop, Design, Ciências Sociais: cabe tudo neste assunto sobre a força de uma camiseta e suas mais diversas representações na sociedade contemporânea:

Na livraria mais próxima de você, sob encomenda, nas Amazons da vida ou no site da editora.

Alisson Avila

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Imperdível este artigo da Fast Company sobre o outro lado da procrastinação – a maneira técnica de chamar o “empurrar com a barriga”. Já parou pra pensar que, enquanto você enrola pra fazer aquelas coisas prioritárias e se dedica às coadjuvantes, você está melhorando outros aspectos da sua vida que não o essencial para aquele momento? Hum, me identifiquei 🙂

E uma espécie de procrastinação paralela também pode acontecer quando você pensa nas milhares de contas de Twitter que você TEM que seguir (socorro). Ou de contas novas que você TEM que descobrir. Escravidão? Seus problemas acabaram! Vem aí o Twitter @Anywhere.

(engraçado que as informações estão num blog… afinal tem coisas que não cabem em 140 caracteres)

O aplicativo vai levar o Twitter para dentro das páginas da web, sem você precisar acessar uma nova guia. É mais do que a janelinha tradicional: é o aplicativo embedado mesmo. Se por um lado parece insano tirar o tráfego da sua URL, por outro pode ser a tábua de salvação para este serviço de sucesso massivo, a exemplo do You Tube, mas que ainda não encontrou um modelo de negócio lucrativo.

Alisson Avila

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A última edição online da revista Promo Insights traz um artigo pra lá de irreverente assinado pelo diretor-presidente da Aktuell, Rodrigo Rivellino. Se você ler o título e acessar o texto na íntegra, vai entender facilmente o “irreverente”… Com um detalhe: sem baboseiras à toa. A viagem proposta pelo nosso RR termina como as coisas sempre terminam na Aktuell: propondo um novo olhar criativo, mas sempre focado nos resultados. Confira.

Da Redação

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Birgitta Jonsdottir (esq), uma das parlamentares islandesas que lideram a iniciativa, e Julian Assange, dos Wikileaks

A essa altura do campeonato todo mundo já sabe que a Islândia, país referencial em todos os quesitos de desenvolvimento humano, social, ecológico etc, quase quebrou na crise de 2008. O governo teve que estatizar os três maiores bancos do país para evitar, literalmente, a falência de uma nação com pouco mais de 300 mil habitantes. Eles tiveram que pedir dinheiro até para a Rússia para conseguir pagar as contas e mesmo a celebridade-mor do país, Björk, formalizou um protesto nacional e global para combater o tal capitalismo selvagem que jogou sujeira no ventilador de toda a sociedade local. Imagine-se a situação agora, com o euro enfraquecido e a crise batendo nas contas públicas dos países integrantes da zona do euro, e não mais somente nas empresas privadas.

Pelo visto o resultado desastroso da especulação financeira na Islândia deixou um bom legado: uma união multipartidária resolveu pensar em um novo jeito de chamar a atenção e estimular a economia sob a lógica dos nossos dias. E não é que eles surpreenderam de verdade?

As isenções fiscais e demais estímulos oferecidos pela prefeitura de Amsterdam para captar empresas das indústrias criativas já ficou com cara de política antiga. Clique aqui para entender o Icelandic Modern Media Initiative, uma realmente ousada proposta de fazer do país um “paraíso editorial” para jornalistas investigativos e grupos de comunicação de todoo mundo.

Pensando grande, esta seria uma espécie de legitimação, dentro da própria comunidade geopolítica internacional, dos preceitos defendidos pelos Wikileaks – um banco de dados anônimo de documentos mais ou menos secretos de todo o tipo. A entidade apoia e está formalmente envolvida no projeto islandês.

Curiosamente, a “grande mídia” brasileira não deu muita atenção ao caso, embora ao fim e ao cabo o objetivo disso tudo seja desenvolvimento econômico e geração de lucro em cima da informação – uma das matérias-primas da nossa era e essência do negócio de todas elas.

Bem como não promoveu em nada a recém-lançada Altercom –  Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação. Mas essa até que dá pra entender.

Alisson Avila

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Os cabeções da iA – Information Architects, os mesmos por trás do badalado Web Trend Map, acabam de lançar o TPUTH, “The socially generated newspaper for geeks, designers and venture capitalists“.

Saiba mais aqui.

Em outras palavras, um site jornalístico que na verdade é um agregador de conteúdo, publicado mediante o ranqueamento de notícias em redes sociais e clicks, mas com um toque pessoal de sarcasmo e escracho nas manchetes (finalmente). Um Overmundo multiplicado por milhões de terabytes, pois o ranking neste caso não é feito via visitantes do portal, mas monitorando A REDE em si. Nada fácil.

A evolução do jornalismo? Pode ser, pela funcionalidade e pela abordagem. Mas sempre fica aquele vazio: não troco uma boa história, bem contada e recheada de fontes, por nada – seja lá onde ela for publicada. Neste caso tudo bem, pois o papel do TPUTH não é  “gerar conteúdo” (sic).

De qualquer modo, não adianta: seja em 1917, 2010 ou 3244, alguém sempre terá que fazer o trabalho sujo de cruzar opiniões e fontes, opor pontos de vista, criar contextos e oferecer um panorama para responder à alienação. Reportagem voltará a ser algo subversivo, aposto os meus dedos neste teclado 🙂

Hoje em dia, é hipocrisia pura desdenhar os jornais e a mídia informativa: eles podem estar num modelo de abordagem e negócio totalmente errados, mas sua essência é fundamental. Mais ou menos como a fé e a religião, ou o direito e os advogados: não dá pra misturar as coisas, senão a gente perde a parte boa.

Muitas vezes, nós passamos o dia lendo blogs e sites jabazentos, que não se assumem, e que se vendem por uma merreca de dinheiro para “estrategistas online” e assim forjar “opiniões pessoais” sobre marcas, campanhas, produtos – naturalmente compartilhando o mesmo release maquiado para o século 21 em seus contatos em redes sociais. E depois pagam pau de libertários, liderados pelos mesmos que depois dizem “ai que horror” para um merchandising vagabundo na TV. Esta máscara vai cair… pois o mundo é feito de ciclos, e a esta altura do campeonato o underground mesmo é o offline. Porque aqui estamos sendo trackeados o tempo todo, não se iluda.

Por isso, tem espaço pra todos, e toda radicalização é burra.
A não ser quando chega a hora da ruptura para a virada, if you know what I mean…

Alisson Avila

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Enquanto nos debatemos no concreto e na água em São Paulo, nossos compatriotas baianos comparecem com uma idéia doida, como doidas são as idéias do Carnaval. Neste caso, encapar o Farol da Barra, em Salvador:

A função envolve até um abaixo assinado. E a bagaça continua neste site aqui.
Da Redação

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