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Archive for the ‘criação’ Category

É claro que o Cannes Lions é o grande dragão branco da publicidade e do marketing mundiais. Lida com as grandes estruturas, as grandes questões, os grandes players. Tanto é assim que a Aktuell estará lá este ano, hehe, de uma forma muito bacana: o presidente do grupo, Rodrigo Rivellino, vai liderar um dos workshops da programação oficial de 2010, como você já viu aqui.

Porém, quando você deixa um pouco de lado a avalanche de análises, estratégias e vicissitudes da alta roda do marketing, que podem sufocar a maioria dos vencedores de Cannes, o principal encontro da criatividade mundial voltado para o design e a tecnologia, e voltado de fato para quem cria e desenvolve soluções, atende por outro nome: OFFF – International Festival for the Post-Digital Creation Culture, sobre o qual já falamos algumas vezes aqui no blog.

Já realizado em Barcelona, Nova Iorque, Lisboa e Oeiras (Portugal), o OFFF´10 desembarca este mês em Paris, no meio da Copa e do próprio Cannes Lions.

É tanta coisa pra se ver quem nem vale a pena começar por aqui. Portanto, respire fundo, separe um tempinho e perca-se no mundaréu de informações sobre criativos e artistas participantes, programação e atividades especiais visitando os links do portal oficial. Satisfação garantida!

Alisson Avila

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Se as combinações de cores, de imagens ou de sons geram diferentes tipos de arte, por que as combinações de cheiros também não gerariam?

Não estamos falando de perfumismo pra Chanel, e sim da interessante definição de Scent Art trabalhada pela artista (entre outras coisas) norueguesa Sissel Tolaas.

Parece uma salinha de injeção ou um laboratório de experimentos com ratos… mas este é o atelier dela.

Confira aqui parte da entrevista feita com ela pela sempre interessante revista alemã Mono.Kultur – que, na edição dedicada a Sissel, traz consigo o que era de se esperar: 12 odores criados pela artista para você raspar e cheirar.

Alisson Avila

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Titi Freak, sem título

Em tempos de SP Arte 2010, a chegada da nova temporada do Projeto Portfólio cai uma luva na agenda da semana e dos próximos meses.

O Projeto Portfólio é a plataforma de promoção da arte contemporânea da Aktuell. E não estamos falando esta frase bonita da boca pra fora apenas para cumprir tabela: o PP é um plano legítimo de pesquisa, divulgação e aquisição de arte, pois a Aktuell (e quem mais quiser) pode comprar obras de todos os artistas em exposição. Aqui na agência, pouco a pouco vamos criando um acervo consistente de obras bastante focadas nas questões urbanas – mas não só.

Cristiano Lenhardt - "Sentinela", still frame

Depois de abrigar nomes conhecidos da cena, como Famiglia Baglione, Felipe Morozini, Letícia Ramos, Luiz Roque, Nove, Deddo Verde e o argentino Federico Llamas, entre vários outros, chega a vez de recebermos obras de Cristiano Lenhardt (na Galeria Elevador – audiovisual), Jofer (Galeria Parede – bidimensionais) e Titi Freak (Galeria Muro – Graffiti).

A exposição abre as portas dia 30 de abril e fica em cartaz até o dia 20 de julho. A visitação é aberta ao público mediante agendamento de horário (3775.9889, fale com a Ale) e possui entrada franca.

Jofer, "The Coming"

Confira a seguir mais informações sobre os artistas e a proposta curatorial desta temporada do Projeto Portfólio. Acesse imagens dos três novos artistas em exposição clicando aqui. E confira imagens de edições anteriores aqui.

(mais…)

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Desde as vésperas do feriado de Páscoa e até o próximo final de semana, no dia dez de abril, quem caminha pelas regiões mais movimentadas de Salvador, Recife, Brasília e Curitiba acaba se deparando com as palavras-chave da empresa de telecomunicações mais ousada do País: as tags “Sem Limites”, “Direto” e “É Rádio. É Celular”, expressões que resumem os diferenciais da Nextel, estão circulando pelas ruas graças à ação de guerrilha desenvolvida pela Aktuell para a marca.

Primeiro passo de um plano de ativação completo, a ser aplicado  pela agência de comunicação integrada também em São José dos Campos, a intervenção nas ruas das cinco cidades tem como objetivo ressaltar a chegada da Nextel nestes grandes centros urbanos, carentes de soluções de comunicação completas como as oferecidas pela companhia.

Em cada cidade, seis performers circulam a pé por áreas comerciais de grande movimentação. Enquanto três deles falam e usam livremente seus telefones pelas ruas, mostrando como qualquer outro usuário todas as funcionalidades do seu Nextel, os outros três carregam por trás deles uma placa com uma das tags Nextel. A brincadeira, que explica o que os usuários estão fazendo e ao mesmo tempo exibe os diferenciais da Nextel, paira sobre a cabeça de quem está com o telefone na mão e deixa claro os atributos do serviço para quem circula pelas calçadas e avenidas.

As reações têm sido sempre positivas: dos que param para entender a performance àqueles que identificam as tags na hora e afirmam se tratar de uma ação da Nextel, passando pelos curiosos que pedem explicações sobre o sistema na hora, a ação de guerrilha apenas prepara o terreno para uma série de desdobramentos criados pela Aktuell para acontecer nas cidades ao longo dos próximos meses. “Esta comunicação direta com os consumidores na rua é a maneira mais precisa de explicar na prática os benefícios e praticidades da comunicação com um Nextel”, destaca o diretor-presidente da Aktuell, Rodrigo Rivellino.

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Se existem empresas especializadas em montar power points de apresentação “relevantes e com história”, bem como de clipar notícias “com precisão contábil”, por que não poderia haver uma de criação de convites?

Na verdade não sabemos se isso existe. O que se sabe é que o design gráfico (e os produtores gráficos…) se viram nos 30 a essa altura do campeonato para criar coisas visualmente relevantes, que façam as pessoas prestar atenção nas marcas, em meio ao tsunami de apelos do dia a dia. Neste contexto de excesso e competição, os convites e os press kits, além de apresentações de power point, hehe, ganharam vida própria como negócio.

(Aliás, já tem até quem faça propaganda dentro de power points de estudantes… Ou quem sustente um serviço de transferência de arquivos vendendo o plano de fundo da tela para imagens de marcas, veja aqui e aqui, que você é obrigado a ver enquanto sobre e desce os arquivos… ambos da Holanda)

É isso mesmo: esta rede de cafés na Holanda paga (adivinhe com o quê) para os estudantes inserirem um slide como este nas suas apresentações escolares

Voltando, a Wallpaper tinha que fechar a sua newsletter com alguma coisa, hehe, e com isso nos apresenta uma simpática seleção com os convites para eventos mais bacanas da temporada. Clique aqui e confira todos. Abaixo, os nossos favoritos:

Político-sarcástico, para a coleção feminina de Jean Paul Gaultier

Lúdico, da Maison Martin Margiela Homme (esse é sensacional)

E com um pezinho no surrealismo, para a coleção feminina da Givenchy

O pessoal que carrega o piano – ou seja, que cuida de peças como o convite, e não do anúncio, do conceito, do etc das marcas – deve estar esperando a happy hour desta sexta-feira para comemorar o favor que a Wallpaper fez em lembrá-los.

Alisson Avila

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Já falamos recentemente aqui sobre plágios não só gráficos, como ideológicos, envolvendo União Soviética e Estados Unidos.

Mas este super apanhado do blog World Famous Design Junkies dá um banho de informação quando o assunto é o conhecido chupinhol da ideia alheia.  O engraçado é que o primeiro plágio do post, neste caso, também envolve ianques e bolcheviques:

Interessante notar que a maioria das chupações reunidas pelo post dizem respeito a shows, quase sempre resgatando linguagens visuais que ainda não são tão mainstream – caso do próprio construtivismo soviético, ou da grandiosa tradição em design gráfico do leste europeu.

Nestes casos de cartazes de bandas indie, muitas vezes o que temos é uma “homenagem cool” (ui) de pessoas que catam imagens bacanas na rede e aproveitam a deixa para fazer algo mais istáile para um show de música pop. Ou seja, este “plágio do bem” é a coisa mais comum do dia a dia de quem trabalha com projetos de conteúdo urbano em escala industrial: é preciso buscar referências o tempo todo, e basta calcular o número de shows diários pelo mundo para pensar no trabalho dos designers, a (tentar) criar algo novo permanentemente.


Mas tem gente que não acredita em Creative Commons e que não é obrigada a gostar disso – ou seja, quer seus direitos autorais bem depositados na sua conta bancária. Embora, nos casos dos shows aqui, estejamos falando de “pouco dinheiro”, pois quase todos os exemplos são de bandas indie promovendo gigs em lugares específicos – nem sequer uma turnê.

A coisa pode virar problema mesmo quando os casos de clonagem envolvem hard money. Caso de um dos cartazes do oscarizado “Precious“, filme que aliás nasceu no circuito indie (apesar do dinheiro da Ophrah) e só depois estourou. No começo, pelo visto, o chupinhar não era problema para o diretor Lee Daniels. Ou ele não esperava que o filme aparecesse tanto… Questão de tempo para que o artista criador da hot line anti-estupro nos anos 1970 (imagem à esquerda) vá para cima dos produtores de “Precious”, que justamente fala de estupro:

E por que é um barato o Cassino do Chacrinha? Porque se tivéssemos mais humildade em reconhecer que nada se cria, tudo se copia, tudo ficaria bem mais fácil e fluido. Tanto para quem criou antes como para quem criou depois. Podemos mudar e alterar significados, puxar conceitos para novas direções, e de fato propor algo efetivamente inovador. Mas tudo sempre vem de algum lugar: nada sai de nada. O significante deste significado pode ter mais de 2010 anos.

Taí, nunca tinha pensado em linkar Chacrinha e Umberto Eco pela semiótica. Somente pela semelhança: seria o pernambucano uma versão alegórica do italiano?

A distância oceânica entre os irmãos separados pelo nascimento é fácil de notar


Alisson Avila

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Marca de processadores lança o novo Intel Core i3 na versão paulistana do maior evento de inovação, internet e entretenimento digital em rede do mundo


São Paulo, 22/01/10 – A Aktuell, agência de comunicação integrada liderada por Rodrigo Rivellino, marca presença na Campus Party São Paulo 2010 com a sua equipe de profissionais de planejamento, cobrindo todo o encontro, e especialmente com a ação criada para o cliente Intel, que marca o lançamento do novo processador Intel Core i3. Entre os dias 25 e 30 de janeiro, mais de 6.000 pessoas de todo o Brasil (sem contar os mais de 100 mil visitantes únicos que não passam a semana no local) estarão reunidas na capital paulista para interagir no maior evento de inovação, internet e entretenimento digital em rede do mundo em sua versão nacional.

Fundamental para um bom desempenho em jogos, o processador é peça fundamental de todo computador ou game. Hoje embarcados em qualquer tipo de dispositivo, os jogos digitais têm uma origem comum: os clássicos videogames dos anos 1980, que evoluíram para os consoles dos anos 90 até chegarem à lógica fragmentada de 2010.

Com isso em mente, planejamento e criação da Aktuell propuseram ao cliente uma releitura do passado com um toque de quem é apaixonado pelo futuro. Para atrair o público, o stand da Intel contará com um game interativo (veja acima), em um painel de parede, baseado nos clássicos jogos de 20 anos atrás. Tudo funciona a partir de uma projeção touch screen, um marco da tecnologia atual. O painel permite que até três pessoas participem simultaneamente, jogando bolas “analógicas”, de brinquedo, contra uma tela que capta os impactos e informa ao sistema se os alvos foram acertados.

Confira o video de referência, uma criação dos espanhóis do Multitouch Barcelona:


Todos que se engajam no jogo ganham como residual um chaveiro customizado com a temática dos games:

Além do jogo analógico-tecnológico, o espaço da Intel no Campus Party 2010 oferece totens para a acesso a e email, MSN, Facebook e Orkut. Outros três computadores com telas de 22 polegadas estarão disponíveis para jogos em rede e online.  A expectativa de agência e cliente é que mais de 5.000 pessoas participem do game, além das milhares de visitas ao stand.

Informações para a Imprensa:

Alisson AvilaThiago Arikawa
Comunicação Aktuell
alisson.avila@aktuellcomunicacao.com
thiago.arikawa@aktuellcomunicacao.com
(11) 3775.9889, r. 9933

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É da China, mas deveria ser do mundo.

O designer chinês, Daizi Zheng criou um celular eco-friendly para a Nokia, que pode ser alimentado por bebidas açucaradas.

A proposta de Zheng é de criar um telefone com uma bateria biodegradável, que funciona com enzimas catalizadoras que geram energia a partir de carboidratos (açúcar), criando um ambiente livre de poluição.

A biobateria tem capacidade de operar três vezes a mais que uma única carga de bateria de lítio convencional.

Vejam as fotos do celular mais eco-friendly do momento!

Da redação

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Discos de vinil transformados em caderno são um dos destaques criativos da campanha

Um trabalho de ponta a ponta: análise do mercado e do cenário do cliente, concorrentes, comportamento do consumidor, planejamento de marca, posicionamento, novo design, lançamento, criação, ativação, produção, plano de mídia e eventos. A Energia 97 FM pediu à Aktuell um revamp completo na rádio, que é líder entre o público jovem da Classe A em São Paulo segundo o Ibope, além de ter sido a primeira emissora a investir e apostar em música eletrônica na cidade. Uma das principais novidades envolve a nova marca da rádio, a base para todo o reposicionamento. Confira o antes x depois:

Criadora de alguns programas tradicionais nas ondas sonoras de São Paulo, como o Estádio 97 (futebol) e o Clubtronic (eletrônica), a Energia 97 FM também tem eventos proprietários desde antes desta expressão existir. É o caso do Energia na Véia, festa de músicas dos anos 1970, 80 e 90, e do Spirit of London – a maior balada de música eletrônica da América Latina.

O novo momento da rádio também contempla outros pontos de contato na mídia, com campanha em revistas como Vogue, Vip, Men´s Health, Vogue RG, Playboy e Junior, um novo website e ainda comerciais de TV e cinema que entram no ar após o carnaval de 2010. Veja dois anúncios:

Um dos destaques do processo criativo da campanha é o caderno-vinil, cuja capa é feita literalmente de um bolachão recortado. “A ideia é traduzir de um modo muito direto, simples e eficaz a conexão da rádio com a música, com a cultura eletrônica, os DJs e a presença de todos estes elementos no dia a dia das pessoas que acompanham a Energia 97”, conta o diretor de criação Filipe Chiminazzo.

Acompanhe a entrevista com a diretora de marketing da rádio, Cecília Constantino, que comenta este novo momento e os desafios que vêm por aí:

O que motivou a 97 a este reposicionamento?

CECÍLIA CONSTANTINO: Mais do que um update de imagem, buscamos representar a essência de nossa cultura, atualizada e sempre alinhada com as tendências do mercado jovem. A nova identidade estará representada em cada um dos produtos da rádio, de programas a eventos e também um novo portal de comunicação com a base de ouvintes, cuja cultura de convergência nos dirige à multiplicação das frentes de relacionamento: twitter, iPods, redes sociais e por ai afora, encurtando caminhos para entender cada vez mais o comportamento de nosso target e disponibilizar conteúdo.


 

De que forma a Aktuell contribuiu para a estratégia de mudança da rádio?

CECÍLIA: Em tudo. Do marco zero, quando entendemos a necessidade de comunicar através da nova identidade o dinamismo proposto ao mercado, passando pela escolha dos grafismos e elementos estratégicos do processo.

Quais suas considerações sobre o resultado final desta mudança?

CECÍLIA: Acredito que chegamos em um bom resultado gráfico, renovado e ao mesmo tempo com recall da história destes 25 anos de rádio. Dos feedbacks recebidos até o momento pela divulgação online da nova identidade, todos captaram essa intenção.

Quais os objetivos a serem alcançados no mercado a partir deste novo momento?

CECÍLIA: O crescimento. Este tem sido nosso foco enquanto emissora de rádio, hoje uma provedora de entretenimento com o maior portfólio de eventos proprietários entre os canais de rádio de São Paulo. Investiremos no desenvolvimento da comunicação online e no lançamento de novos produtos na grade de programação, trabalhando a convergência, conectando todos os nossos projetos à marca mãe Energia 97 FM.

 

Informações para a Imprensa:

Alisson AvilaThiago Arikawa
Comunicação Aktuell
alisson.avila@aktuellcomunicacao.com
thiago.arikawa@aktuellcomunicacao.com
(11) 3775.9889, r. 9950

 

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Teoricamente, a Guerra Fria só começou depois da Segunda Guerra Mundial. Ou seja, de 1945 para a frente. Mas a disputa ideológica e de awareness de marca global entre Estados Unidos e União Soviética começou bem antes, justo no período pré e pós Primeira Grande Guerra – um momento da história de ambos os lados que envolvia a necessária construção de uma identidade nacional.

Os Estados Unidos ainda agregavam territórios, organizava sua democracia maniqueísta e se preparavam para tempos de Lei Seca, enquanto a União Soviética virava do avesso com a revolução vermelha de 1917.

E, entre 1917 e 1919 – o que para a época pode ser considerado como algo simultâneo – ambos os países lançaram campanhas militares com a mesma abordagem. A dos Estados Unidos se eternizou; a da União Soviética, ao menos aqui na nossa realidade ocidental, nem tanto:

Trabalho criado em 1917 por James Montgomery Flagg, consagrado ilustrador norte-americano, o cartaz do Tio Sam pede que a população aliste-se no exército

Litografia de D. Moor de 1919: "Você já se alistou como voluntário?"

Além de estar longe de existir na época, até onde sabemos a ONU não conta com um tribunal de mediação de conflitos de propaganda ideológica…

Alisson Avila

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Um dos destaques da Brazil Design Week, que aconteceu no começo de novembro com realização da Aktuell, foi a presença do designer inglês Sebastian Conran. Durante a sua apresentação, ele lembrou do trabalho de um outro designer, sempre citado como grande fonte de inspiração: Dieter Rams.

Rams é um designer alemão que fez história com o seu trabalho para a Braun, fabricante alemã de eletro-eletrônicos. Todos os produtos desenhados por ele seguiam uma série de princípios formais e funcionais que valorizavam a simplicidade, atingindo uma elegância tão impressionante que a maioria desses produtos criados nos anos 1960 e 70 ainda são absolutamente modernos.

O trabalho de Dieter Rams é tão impressionante que continua a inspirar algumas das empresas de ponta no mundo hoje, vide a sempre comentada inspiração que ele exerce sobre Jonathan Ive – o designer por trás do iPod, iMac e iPhone:

Você pode ver mais algumas semelhanças aqui, em uma pauta da Gizmodo focada no parentesco do trabalho dos dois designers.

O pano de fundo da produção do alemão é o Dieter’s Didactic Dictum, uma série de princípios pelos quais o homem guiava o seu trabalho. Vale muito para o trabalho de qualquer designer. Quem sabe imprimir um para só pra ficar olhando…

• Good design is innovative.
• Good design makes a product useful.
• Good design is aesthetic.
• Good design helps us to understand a product.
• Good design is unobtrusive.
• Good design is honest.
• Good design is durable.
• Good design is consequent to the last detail.
• Good design is concerned with the environment.
• Good design is as little design as possible.

Mais informações sobre o mestre aqui.

Filipe Chiminazzo

 

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Dubstep? Londres? Burial? Hyperdub Records?

Um novo (e interessantíssimo) livro, Sonic Warfare?

Clique aqui e saiba mais sobre Steve Goodman, ou Kode9 – dono da Hyperdub, produtor, professor, autor…

Preguiça de ler? Relação de videos aqui.

Alisson Avila

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O resultado é simplesmente perfeito, ainda mais tratando-se de crianças, por colocar um livro dentro de um contexto tecnológico:

Da Redação

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O Governo do Estado de São Paulo, naturalmente com os dois olhos mirando as eleições de 2010, não anda com mixarias quando o assunto é publicidade massiva. Sobram exemplos de longos comerciais institucionais no horário nobre, em quase todos os canais abertos, para mostrar como o governador José Serra está preparado para qualquer desafio político no ano que vem. Se o Maluf disse que foi ele quem descobriu o pré-sal, por que o Serra não pode pensar em algo tão grandiloqüente quanto? É melhor pensar bem mesmo – porque, independente de qualquer escândalo, o presidente Lula é a tag política da hora em todo o planeta e vai ser difícil superá-lo tão cedo.

Enfim, voltando: o governo de SP começou a veicular há poucos dias uma imensa propaganda de TV (2 minutos de TV, ainda mais no break, são uma eternidade) falando da expansão do metrô e das conexões do transporte urbano da cidade. Tudo corre muito bem no infinito comercial, apresentado por Dan Stulbach, até que uma dança no final (um escancarado mix de “Slumdog Millionaire” – “Quem quer ser um Milionário?” no Brasil – com a dança da T Mobile) gera um pequeno constrangimento alheio.

Até os anos 90, tudo bem com este tipo de semi-clonagem de peças gringas. Mas hoje é tão fácil saber o que acontece em outros lugares que a piada perde a graça. Não conseguimos descobrir a agência responsável pela peça, mas assista ao material e tire suas conclusões.

Começamos pela dança de “Slumdog Millionaire”:

Agora, a dança da T Mobile:


Por fim, o anúncio do governo paulista (vai levar um minuto e meio para a dança começar na Estação da Luz…):

Alisson Avila

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O Financial Times publicou há poucos dias uma lista com os 10 piores endossos de celebridades para marcas.

Há alguns divertidos exemplos, como o caso da vegetariana Cybill Shepherd (sim, a gata de A Gata e o Rato) fazendo campanhas pela carne de gado em 1986.

Mas merece total destaque o case dos Flintstones, como garotos-propaganda do cigarro Winston:

O patrocínio dos cigarros para a familia de Bedrock acabou quando a esposa de Fred Flintstone, Wilma, ficou grávida. Mas a abordagem comercial que vincula a imagem do desenho animado a uma plétora de outros tipos de produto, especialmente os voltados para as crianças, nunca mudou muito ao longo das décadas – seja lá para qual segmento de mercado. Basta ver o vídeo a seguir, utlizado anos depois para vender vitaminas:

Chegamos à conclusão, também comprovada pelo break comercial verde-amarelo, que garotos-propaganda e mães são sempre a mesma coisa: só mudam os endereços e as marcas.

Embora, nestes casos do post, também valha a pena destacar que, curiosamente, ambos os comerciais de Fred e sua turma narram uma pequena história, como um curta-metragem. Isso, ainda nos idos de 1960. Hoje, em tempos de lavou tá novo, nós chamamos uma idéia dessas de storytelling e anexamos a expressão “revolução na contextualização de marcas” ao discurso vendedor. Voilà, eis mais uma agência de conteúdo!

Alisson Avila

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Responda rápido: em um país onde o comercial que mostra uma velhinha falando de sexo precisa sair do ar, qual marca apostaria em uma ação de guerrilha como essa?

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Isso mesmo: batedores de carteira profissionais, enxertando material de marketing direto da Vodafone dentro de calças, blusas e bolsas na Romênia. Lembrete da Ads of the World (valeu, Ju).

Ainda não sabemos dos resultados, mas a depeito da patrulha do politicamente correto, deve ter gerado uma boa repercussão. Mas que não se duvide de teorias conspiratórias dizendo que é a própria Vodafone a responsável pelo fato de que, a cada 2 minutos, um celular é roubado em terras romenas.

(O pior é que hoje não seria estranho se a própria marca apostasse neste tipo de buzz…)

Alisson Avila

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Dê o nome que quiser: light design, videoarte, instalação, intervenção arquitetônica… nada disso importa se o resultado final é bom. Confira esta projeção feita por Paul Reynolds e Bruce Ferguson na Inglaterra:

Aline Gomes e Alisson Avila

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A arte vencedora, criação do honorável T!

Repare nos dedos...

Pois é, o Brasil ganhou. E imediatamente soltamos um super concurso cultural interno na Aktuell sobre a vitória do Rio de Janeiro em 2016 com a seguinte pergunta: “O que um torneiro mecânico diz para um sociólogo nessa hora?”

O povo da agência enviou uma série de sugestões, entre imagens (criadas ou catadas na rede) e frases:

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“Você não conseguiu fazer nada disso no seu governo porque é muito cheio de dedos”


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“RONALDO”

“Assim não pode. Assim não dá. Pra dar certo, só privatizando o Rio”


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A eleita foi a primeira candidata: uma brincadeira do nosso assistente de arte Wirley Almeida, o T, em cima da mão sem um dedo do Lula, da vitória da candidatura do Rio e do logo da derrotada Madri.

E o que aconteceu? Resolvemos twittar e conferir se o público online votaria na opção escolhida. O resultado é sensacional:

Ínicio da postagem no twitter: 15:40
Mais de 44 Retwittes em menos de 10 minutos.
Total de cliques diretos: 632 vezes
Total de views da em três horas: 1.672

twitter


twitte

Quais as conclusões?

1 – Estar aberto para a brincadeira é fundamental no processo criativo, e por conseqüência também fundamental no sucesso e engajamento de qualquer ação. No ambiente digital, isso gera audiência para marcas, pessoas ou agências. E inclusive para o T.

2 – O mundo do marketing talvez ame mais o Twitter do que os próprios usuários por um simples motivo: a ferramenta nasceu com todo tipo de mensuração possível. Tudo o que se precisa em tempos de (justificada) paranóia ROI.

1
Criatividade é Motivação. Não seja um Padeiro – Jardineiro.

Da redação

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