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Archive for the ‘Cultura POP’ Category

Há pouco tempo falamos aqui no blog do South By Southwest, um dos principais encontros do mundo quando se cruzam os temas de juventude, inovação, cinema, música e tecnologia. Tudo junto misturado, sob um guarda-chuva de estilo de vida em comum, o SXSW é o lugar onde muitos (além dos nerds, geeks, indies e hipsters – opa, sobrou alguém?) querem estar.

E se você quer estar lá do melhor modo possível, esta é a hora: os editais de convocação para apresentação de projetos e performances em Interatividade, Música e Cinema estão abertos até o dia 09 de julho. A concorrência é grande, as exigências são muitas, mas nada que tire o sono de quem está acostumado a atender clientes com pedidos impossíveis (ou seja, todo mundo).

O planejamento dos caras é tanto que o processo do ano que vem ainda acontece usando a arte e a programação visual deste ano. Clique aqui para começar sua inscrição e aqui para tirar todas as dúvidas. O Texas te espera…

Alisson Avila

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É claro que o Cannes Lions é o grande dragão branco da publicidade e do marketing mundiais. Lida com as grandes estruturas, as grandes questões, os grandes players. Tanto é assim que a Aktuell estará lá este ano, hehe, de uma forma muito bacana: o presidente do grupo, Rodrigo Rivellino, vai liderar um dos workshops da programação oficial de 2010, como você já viu aqui.

Porém, quando você deixa um pouco de lado a avalanche de análises, estratégias e vicissitudes da alta roda do marketing, que podem sufocar a maioria dos vencedores de Cannes, o principal encontro da criatividade mundial voltado para o design e a tecnologia, e voltado de fato para quem cria e desenvolve soluções, atende por outro nome: OFFF – International Festival for the Post-Digital Creation Culture, sobre o qual já falamos algumas vezes aqui no blog.

Já realizado em Barcelona, Nova Iorque, Lisboa e Oeiras (Portugal), o OFFF´10 desembarca este mês em Paris, no meio da Copa e do próprio Cannes Lions.

É tanta coisa pra se ver quem nem vale a pena começar por aqui. Portanto, respire fundo, separe um tempinho e perca-se no mundaréu de informações sobre criativos e artistas participantes, programação e atividades especiais visitando os links do portal oficial. Satisfação garantida!

Alisson Avila

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Dois recentes lançamentos da Taschen merecem destaque por aqui. Começamos por “Product Design in the Sustainable Era“, cujo nome dispensa maiores explicações. Trata-se de um compilado de projetos recentes na área:

Mas o mais bacana, até pela quantidade de temas e análises que pode sair de dentro, é a livro “Vintage T-Shirts”. Antropologia Cultural, Marketing, Cultura Pop, Design, Ciências Sociais: cabe tudo neste assunto sobre a força de uma camiseta e suas mais diversas representações na sociedade contemporânea:

Na livraria mais próxima de você, sob encomenda, nas Amazons da vida ou no site da editora.

Alisson Avila

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Já falamos recentemente aqui sobre plágios não só gráficos, como ideológicos, envolvendo União Soviética e Estados Unidos.

Mas este super apanhado do blog World Famous Design Junkies dá um banho de informação quando o assunto é o conhecido chupinhol da ideia alheia.  O engraçado é que o primeiro plágio do post, neste caso, também envolve ianques e bolcheviques:

Interessante notar que a maioria das chupações reunidas pelo post dizem respeito a shows, quase sempre resgatando linguagens visuais que ainda não são tão mainstream – caso do próprio construtivismo soviético, ou da grandiosa tradição em design gráfico do leste europeu.

Nestes casos de cartazes de bandas indie, muitas vezes o que temos é uma “homenagem cool” (ui) de pessoas que catam imagens bacanas na rede e aproveitam a deixa para fazer algo mais istáile para um show de música pop. Ou seja, este “plágio do bem” é a coisa mais comum do dia a dia de quem trabalha com projetos de conteúdo urbano em escala industrial: é preciso buscar referências o tempo todo, e basta calcular o número de shows diários pelo mundo para pensar no trabalho dos designers, a (tentar) criar algo novo permanentemente.


Mas tem gente que não acredita em Creative Commons e que não é obrigada a gostar disso – ou seja, quer seus direitos autorais bem depositados na sua conta bancária. Embora, nos casos dos shows aqui, estejamos falando de “pouco dinheiro”, pois quase todos os exemplos são de bandas indie promovendo gigs em lugares específicos – nem sequer uma turnê.

A coisa pode virar problema mesmo quando os casos de clonagem envolvem hard money. Caso de um dos cartazes do oscarizado “Precious“, filme que aliás nasceu no circuito indie (apesar do dinheiro da Ophrah) e só depois estourou. No começo, pelo visto, o chupinhar não era problema para o diretor Lee Daniels. Ou ele não esperava que o filme aparecesse tanto… Questão de tempo para que o artista criador da hot line anti-estupro nos anos 1970 (imagem à esquerda) vá para cima dos produtores de “Precious”, que justamente fala de estupro:

E por que é um barato o Cassino do Chacrinha? Porque se tivéssemos mais humildade em reconhecer que nada se cria, tudo se copia, tudo ficaria bem mais fácil e fluido. Tanto para quem criou antes como para quem criou depois. Podemos mudar e alterar significados, puxar conceitos para novas direções, e de fato propor algo efetivamente inovador. Mas tudo sempre vem de algum lugar: nada sai de nada. O significante deste significado pode ter mais de 2010 anos.

Taí, nunca tinha pensado em linkar Chacrinha e Umberto Eco pela semiótica. Somente pela semelhança: seria o pernambucano uma versão alegórica do italiano?

A distância oceânica entre os irmãos separados pelo nascimento é fácil de notar


Alisson Avila

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Houve um tempo, hehehe, e não tão distante assim, em que as manifestações culturais ainda não eram imediatamente absorvidas pelas marcas e pelo consumo. E muito menos eram criadas primeiro pelas próprias marcas, para depois se disseminarem por aí. Nestes tais tempos, a “experimentação de um produto” poderia inclusive ser um acontecimento realmente revelador, para dizer o mínimo.

Mas sejamos realistas: não vamos nos iludir achando que isso é coisa de buzz do século 21. Estes experimentos sociais e políticos que criam uma opinião pública relativa a causas, valores ou experiências não são de hoje: o RP ideológico com o objetivo de criar um imaginário já comia solto desde tempos imemoriais. Desde antes da Bíblia, ela própria um exemplo perfeito disso. Basta ver algumas pesquisas recentes, que vêm provocando o revisionismo histórico de coisas que pareciam definitivas na cabeça do status quo global, para percebermos isso – como comenta este artigo recente do caderno Alias do Estadão.

Voltando aos tais tempos nem tão distantes, sabemos que os anos 1960 foram decisivos para a cultura contemporânea global, sobretudo a ocidental. E eis que o portal Wolfgang´s Vault nos presenteia com um magnífico registro deste período, definitivo em nossa época pela legitimação permitida aos pequenos comportamentos sociais paralelos. Estamos falando do começo da chegada do underground ao mainstream nos tempos contemporâneos, o que ofuscaria para sempre os dois lados da moeda.

Um exemplo sonoro das epifanias, ou no mínimo um pouco daquele shuffle-hedonismo analógico que marcou a busca livre e randômica de experiências sensoriais aleatórias pelos jovens daquele momento histórico, pode ser sentido literalmente no histórico show do Grateful Dead (!) disponibilizado no site. Eles, os avós do psy trance em termos de proposta, na San Francisco em 1966.

"Vai um sampling aí?"

Resumo da ópera: de um lado de Frisco, o epicentro hippie de então (estamos falando de três anos antes de Woodstock), estavam as festas classe média de entretenimento, de introdução a esta cultura ainda escondida, em uma versão pequeno-burguesa do bordão renatorussiano “ia pras festas de rock pra se libertar”. Do outro lado na cidade estava gente bem mais positivamente perturbada, tipo os Merry Pranksters, fazendo festas regadas a LSD. Na época legal e liberado para venda, o alucinógeno químico era um primo da água com gás, das tubaínas e do arroz de festa nos “Acid Tests“.

Este hoje simbólico show, juntando as duas facções, representa uma verdadeira ruptura. Pois junta de uma vez por todas a tradição, a família e a propriedade que já ouvia rock nos Estados Unidos ao povo mais subversivo ou simplesmente anárquico. Naturalmente, não precisamos explicar as conseqüências disso tudo para a cultura e a sociedade até hoje. Ouça e aproveite.

até 1965, você encontrava na farmácia

PS: o nome do post? Sandoz (hoje da Novartis) é o laboratório que lançou o LSD nas prateleiras das farmácias até 1965, através da descoberta do químico suíço Albert Hoffman em 1938 e que foi criminalizada pelas Nações Unidas somente a partir de 1971. E, antes de ser uma faixa de um disco de lados B dos Smashing Pumpkins, “A Girl Named Sandoz” é também um lado B, mas do histórico single “When I was Young”, lançado por Eric Burdon & The Animals em 1967 no meio desta bagunça comportamental toda.

Alisson Avila

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O coletivo de artistas da Famiglia Baglione é o residente da sexta edição do Projeto Portfólio, ocupando todos os andares e a área externa da Aktuell. São obras na Galeria Parede (bidimensionais) , Galeria Muro (graffiti) e Galeria Elevador (audiosivual).

Confira a seguir as obras bidimensionais em exposição na agência. Estamos de portas abertas para visitação, mediante agendamento, para serem conferidas ao vivo. Todos os trabalhos estão à venda e têm seus valores apontados na apresentação a seguir. Basta entrar em contato conosco para agendar sua visita e conhecer também as obras audiovisuais e o graffiti da nossa área externa:

Você também vê imagens de tudo no nosso Flickr, aqui e aqui.

Alisson Avila

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