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Archive for the ‘Design’ Category

É claro que o Cannes Lions é o grande dragão branco da publicidade e do marketing mundiais. Lida com as grandes estruturas, as grandes questões, os grandes players. Tanto é assim que a Aktuell estará lá este ano, hehe, de uma forma muito bacana: o presidente do grupo, Rodrigo Rivellino, vai liderar um dos workshops da programação oficial de 2010, como você já viu aqui.

Porém, quando você deixa um pouco de lado a avalanche de análises, estratégias e vicissitudes da alta roda do marketing, que podem sufocar a maioria dos vencedores de Cannes, o principal encontro da criatividade mundial voltado para o design e a tecnologia, e voltado de fato para quem cria e desenvolve soluções, atende por outro nome: OFFF – International Festival for the Post-Digital Creation Culture, sobre o qual já falamos algumas vezes aqui no blog.

Já realizado em Barcelona, Nova Iorque, Lisboa e Oeiras (Portugal), o OFFF´10 desembarca este mês em Paris, no meio da Copa e do próprio Cannes Lions.

É tanta coisa pra se ver quem nem vale a pena começar por aqui. Portanto, respire fundo, separe um tempinho e perca-se no mundaréu de informações sobre criativos e artistas participantes, programação e atividades especiais visitando os links do portal oficial. Satisfação garantida!

Alisson Avila

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Dois recentes lançamentos da Taschen merecem destaque por aqui. Começamos por “Product Design in the Sustainable Era“, cujo nome dispensa maiores explicações. Trata-se de um compilado de projetos recentes na área:

Mas o mais bacana, até pela quantidade de temas e análises que pode sair de dentro, é a livro “Vintage T-Shirts”. Antropologia Cultural, Marketing, Cultura Pop, Design, Ciências Sociais: cabe tudo neste assunto sobre a força de uma camiseta e suas mais diversas representações na sociedade contemporânea:

Na livraria mais próxima de você, sob encomenda, nas Amazons da vida ou no site da editora.

Alisson Avila

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A imagem é feia. Mas feios mesmo são os problemas de quem não tem dinheiro no bolso e precisa de ajuda para tratar da saúde. Como por exemplo o milhão de pessoas sem ter para onde ir, depois do terremoto no Haiti, e que ainda perambula pelas “ruas” da ilha caribenha à espera de socorro.

A Fast Company acaba de divulgar um projeto do MIT que acelera a cura de ferimentos e a extinção de bactérias, este da imagem acima,  que custa míseros US$ 3 – ao menos, enquanto ainda não é lançado comercialmente. Trata-se de um frugal tubo de sucção, que retira o ar do ferimento e estimula a circulação e recuperação dos tecidos corporais. E o “produto” até que tem lá o seu design…

Clique nos links para assistir vídeos e entender este projeto pioneiro, em inglês.

Alisson Avila

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Se existem empresas especializadas em montar power points de apresentação “relevantes e com história”, bem como de clipar notícias “com precisão contábil”, por que não poderia haver uma de criação de convites?

Na verdade não sabemos se isso existe. O que se sabe é que o design gráfico (e os produtores gráficos…) se viram nos 30 a essa altura do campeonato para criar coisas visualmente relevantes, que façam as pessoas prestar atenção nas marcas, em meio ao tsunami de apelos do dia a dia. Neste contexto de excesso e competição, os convites e os press kits, além de apresentações de power point, hehe, ganharam vida própria como negócio.

(Aliás, já tem até quem faça propaganda dentro de power points de estudantes… Ou quem sustente um serviço de transferência de arquivos vendendo o plano de fundo da tela para imagens de marcas, veja aqui e aqui, que você é obrigado a ver enquanto sobre e desce os arquivos… ambos da Holanda)

É isso mesmo: esta rede de cafés na Holanda paga (adivinhe com o quê) para os estudantes inserirem um slide como este nas suas apresentações escolares

Voltando, a Wallpaper tinha que fechar a sua newsletter com alguma coisa, hehe, e com isso nos apresenta uma simpática seleção com os convites para eventos mais bacanas da temporada. Clique aqui e confira todos. Abaixo, os nossos favoritos:

Político-sarcástico, para a coleção feminina de Jean Paul Gaultier

Lúdico, da Maison Martin Margiela Homme (esse é sensacional)

E com um pezinho no surrealismo, para a coleção feminina da Givenchy

O pessoal que carrega o piano – ou seja, que cuida de peças como o convite, e não do anúncio, do conceito, do etc das marcas – deve estar esperando a happy hour desta sexta-feira para comemorar o favor que a Wallpaper fez em lembrá-los.

Alisson Avila

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Enquanto o velho mercado editorial chora suas pitangas (e o novo mercado editorial joga pedras nesta Geni, na expectativa de tomar completamente o seu espaço >> não vamos nos iludir que a internet ainda represente “liberdade” no campo do controle da informação), o ex-fundador da Wallpaper, Tyler Brûlé, nada de braçadas globalmente com o modelo de negócios da Monocle, já bastante difundido sob o clichê “Economist meets Wallpaper”.

Mas é mais do que isso. Como conta esta matéria do The Guardian, um dos sustentáculos do projeto liderado pela revista, por um site e pouquíssimas interações em redes sociais são as suas… lojas. A marca Monocle é tratada como uma grife e tudo o que ela faz é absolutamente perfeito no acabamento e visual.

Tanto é assim que a revista abre agora um escritório em Hong Kong ancorada na sua loja própria (a quarta da rede), sediada junto da redação, vendendo de Blackberrys personalizados às já famosas bolsas da revista, que se tornaram uma importante fonte de faturamento.

No meio disso tudo, objetos de design, roupas, sapatos, livros e tudo o mais. Com a marca Monocle. E quase sempre com uma outra marca parceira por trás ajudando a pagar a conta.

Fancy demais para o seu gosto? Para eles, está rendendo bastante dinheiro – a ponto de terem crescido 30% em faturamento em 2009, em plena ressaca da crise, em plena crise do meio impresso.

O segredo está na esência: uma revista impecável, publicada dez vezes por ano, dona de um excelente projeto tátil e gráfico – e repleta de matérias que, se nem sempre são aprofundadas, ao menos tratam de temas interessantes para quem quer saber de negócios e assuntos internacionais, mas ainda não abre mão de algumas positivas futilidades.

Revista, conteúdos ramificados, produtos com marca própria e em breve um programa para a BBC World Channel não são o suficiente para o novo barãozinho da mídia global, odiado por alguns e admirado por muitos – a ponto de ter um blog de uma “fã” dedicado ao seu estilo de vida. Enquanto novos e velhos mercados editoriais brasileiros discutem hipocritamente (ainda!) a divisão entre editorial e comercial, assunto que já comentamos aqui, a Monocle é capaz de juntar dez publieditoriais em uma única edição – e de um modo que você sabe que é jabá, mas nem dá bola de tão bem feito que é. A PSFK fez uma bela análise de caso no ano passado. Estabelece-se assim uma relação entre revista e leitor, e não entre revista e anunciante. E é isso que importa: estou lendo a revista e sei que este conteúdo foi pago por alguém. E daí? Se é bem feito, eu sei disso, não me sinto enganado e o conteúdo é útil pra mim? É melhor assim do que ver estes colunistas de jornalões (e sitezões, e blogzões…) que se dizem arautos da transparência e recebem fee mensal de empresas jabazentas direto em suas contas bancárias.

E não é só isso. Brûlé ainda é sócio de uma espertíssima empresa de consultoria, design, branding e conteúdo, a Winkreative, que só potencializa todas as interações possíveis entre suas empresas e marcas envolvidas, e ainda colocou dinheiro no Dopplr, uma rede social para viajantes globais tipo ele. 

Um dos modelos de jabá do bem da Monocle são as suas “Survey Editions” embarcadas nas revistas. E hoje, no Hotel Fasano do Rio, Brûlé e sua turma recebem convidados para a festinha de lançamento da pesquisa especial sobre o Rio de Janeiro.  E sem nada de guerra civil: é só a parte boa. Porque eles não são bobos nem nada e sabem que vem muito dinheiro por aí em direção à Cidade Maravilhosa.

Alisson Avila

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Já falamos recentemente aqui sobre plágios não só gráficos, como ideológicos, envolvendo União Soviética e Estados Unidos.

Mas este super apanhado do blog World Famous Design Junkies dá um banho de informação quando o assunto é o conhecido chupinhol da ideia alheia.  O engraçado é que o primeiro plágio do post, neste caso, também envolve ianques e bolcheviques:

Interessante notar que a maioria das chupações reunidas pelo post dizem respeito a shows, quase sempre resgatando linguagens visuais que ainda não são tão mainstream – caso do próprio construtivismo soviético, ou da grandiosa tradição em design gráfico do leste europeu.

Nestes casos de cartazes de bandas indie, muitas vezes o que temos é uma “homenagem cool” (ui) de pessoas que catam imagens bacanas na rede e aproveitam a deixa para fazer algo mais istáile para um show de música pop. Ou seja, este “plágio do bem” é a coisa mais comum do dia a dia de quem trabalha com projetos de conteúdo urbano em escala industrial: é preciso buscar referências o tempo todo, e basta calcular o número de shows diários pelo mundo para pensar no trabalho dos designers, a (tentar) criar algo novo permanentemente.


Mas tem gente que não acredita em Creative Commons e que não é obrigada a gostar disso – ou seja, quer seus direitos autorais bem depositados na sua conta bancária. Embora, nos casos dos shows aqui, estejamos falando de “pouco dinheiro”, pois quase todos os exemplos são de bandas indie promovendo gigs em lugares específicos – nem sequer uma turnê.

A coisa pode virar problema mesmo quando os casos de clonagem envolvem hard money. Caso de um dos cartazes do oscarizado “Precious“, filme que aliás nasceu no circuito indie (apesar do dinheiro da Ophrah) e só depois estourou. No começo, pelo visto, o chupinhar não era problema para o diretor Lee Daniels. Ou ele não esperava que o filme aparecesse tanto… Questão de tempo para que o artista criador da hot line anti-estupro nos anos 1970 (imagem à esquerda) vá para cima dos produtores de “Precious”, que justamente fala de estupro:

E por que é um barato o Cassino do Chacrinha? Porque se tivéssemos mais humildade em reconhecer que nada se cria, tudo se copia, tudo ficaria bem mais fácil e fluido. Tanto para quem criou antes como para quem criou depois. Podemos mudar e alterar significados, puxar conceitos para novas direções, e de fato propor algo efetivamente inovador. Mas tudo sempre vem de algum lugar: nada sai de nada. O significante deste significado pode ter mais de 2010 anos.

Taí, nunca tinha pensado em linkar Chacrinha e Umberto Eco pela semiótica. Somente pela semelhança: seria o pernambucano uma versão alegórica do italiano?

A distância oceânica entre os irmãos separados pelo nascimento é fácil de notar


Alisson Avila

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