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Archive for the ‘Europa’ Category

Raio X: Aktuell em Cannes

O Festival:

Cannes Lions International Advertising Festival” é a maior premiação da comunicação da atualidade. Visitando anualmente o charmoso balneário do Sul da França, o festival carrega a tradição de revelar tendências e eternizar criativos em seu desejado (e caro) arquivo de premiações.

Conteúdo:

O Festival de Cannes traz, além das aguardadas premiações, uma série de workshops, palestras, filmes e seminários, conjunto de conteúdos que unifica as agências, destaca os premiados e promove uma maior interação entre os convidados. Cannes é o Oscar da comunicação com muito mais interação.

O Lugar:

O “Palais des Festivals” abriga todo este universo. Julio Marchi, nosso enviado especial, nos mandou algumas fotos registrando suas primeiras impressões do festival. Segundo ele, o que mais chamou a atenção foi a presença massiva de empresas e veículos brasileiros, pontuando as áreas de stands, quiosques e exposições. Meio & Mensagem, RBS, Veja, Terra, Rede Record, O Estado de São Paulo e a Associação Brasileira de Design, todos marcam presença nas áreas comuns do Palais des Festivals.

Nós em Cannes:

Este ano a Aktuell está representada em Cannes por Rodrigo Rivellino. Ele participa do workshop da AMPRO Sports Power, presidida por Alexis Pagliarini – Presidente da AMPRO e que conta com as presenças da diretora de Marketing da Coca-Cola Luciana Ferres e do diretor da Embratur Brice Ciconnetti.

Nosso Conteúdo:

Rodrigo Rivellino com seu tema promete provocar o público. Sua abordagem propõe novas posturas no mundo dos esportes e da comunicação, mas isso é assunto para semana que vem. Vem coisa boa por aí.

Por Tiago Candiani

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Birgitta Jonsdottir (esq), uma das parlamentares islandesas que lideram a iniciativa, e Julian Assange, dos Wikileaks

A essa altura do campeonato todo mundo já sabe que a Islândia, país referencial em todos os quesitos de desenvolvimento humano, social, ecológico etc, quase quebrou na crise de 2008. O governo teve que estatizar os três maiores bancos do país para evitar, literalmente, a falência de uma nação com pouco mais de 300 mil habitantes. Eles tiveram que pedir dinheiro até para a Rússia para conseguir pagar as contas e mesmo a celebridade-mor do país, Björk, formalizou um protesto nacional e global para combater o tal capitalismo selvagem que jogou sujeira no ventilador de toda a sociedade local. Imagine-se a situação agora, com o euro enfraquecido e a crise batendo nas contas públicas dos países integrantes da zona do euro, e não mais somente nas empresas privadas.

Pelo visto o resultado desastroso da especulação financeira na Islândia deixou um bom legado: uma união multipartidária resolveu pensar em um novo jeito de chamar a atenção e estimular a economia sob a lógica dos nossos dias. E não é que eles surpreenderam de verdade?

As isenções fiscais e demais estímulos oferecidos pela prefeitura de Amsterdam para captar empresas das indústrias criativas já ficou com cara de política antiga. Clique aqui para entender o Icelandic Modern Media Initiative, uma realmente ousada proposta de fazer do país um “paraíso editorial” para jornalistas investigativos e grupos de comunicação de todoo mundo.

Pensando grande, esta seria uma espécie de legitimação, dentro da própria comunidade geopolítica internacional, dos preceitos defendidos pelos Wikileaks – um banco de dados anônimo de documentos mais ou menos secretos de todo o tipo. A entidade apoia e está formalmente envolvida no projeto islandês.

Curiosamente, a “grande mídia” brasileira não deu muita atenção ao caso, embora ao fim e ao cabo o objetivo disso tudo seja desenvolvimento econômico e geração de lucro em cima da informação – uma das matérias-primas da nossa era e essência do negócio de todas elas.

Bem como não promoveu em nada a recém-lançada Altercom –  Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação. Mas essa até que dá pra entender.

Alisson Avila

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Começou hoje, leia tudo aqui, e por motivos bem conhecidos dos brasileiros: excesso de agências em cada concorrência e falta de pagamento de honorários, por parte dos anunciantes, para as participantes.

O detalhe é que estas duas regras econômicas básicas para a comunicação, que são solenemente ignoradas no Brasil, fazem parte das regras do jogo por lá. Só que a crise virou tudo do avesso e aí vamos nós para as atitudes predadoras. Além da causa e do exemplo de organização (ao menos até agora), a execução criativa está perfeita: para ler e entender o manifesto inteiro, você tem que pular de site em site entre as agências participantes da greve virtual. Os sites originais ficarão offline uma semana. Mesmo sendo no meio do Carnaval, merece registro 🙂

Enquanto isso, aqui em Pindorama, montes de agências esgoelam-se a cada job. E nem pense em ser pago pelo possível cliente por cada concorrência: pedir isso seria motivo de piada por meses.

Alisson Avila

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Talvez se Auguste Renoir e mesmo Monet curtissem uma paleta mais technicolor, suas pinturas se assemelhariam às do pintor Afremov, da Bielorrússia (ele nasceu na mesma cidade de Marc Chagall):

Mariana Eller e Alisson Avila

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E pensar que o varejo sempre foi o primo pobre-rico da publicidade. “Pobre”, porque não dava glamour nem prêmios; “rico”, porque sempre garantiu comissões e BVs em escala para as agências.

Hoje, vide até mesmo a criativa presença do trade marketing no universo da ativação de marcas, o cenário está bastante diferente. O varejo deita e rola com design, ações especiais, intervenções urbanas, aproximação com moda (seja qual for a categoria de produto ou serviço), parcerias com artistas e estilistas, Uniqlo patrocinando Cannes (quem diria), revistas decentes cobrindo o setor…

E o ponto é esse. O pai da Wallpaper, Tyler Brûlé, já havia lançado lojas e produtos da sua nova filha, a Monocle, em diferentes países e com diferentes lojas. Lá, o que poderia ser uma simples página espelhada de uma revista comum com novidades do varejo, por exemplo, é tratado na Monocle como “The Style Survey”, um encarte especial da revista valorizando todo o pequeno comércio inventivo pelo mundo e trazendo as novidades de design e produtos. Varejo e extensão de marca como lifestyle.

Com um pequeno gap, finalmente a própria Wallpaper faz o mesmo, na remodelado “supermercado de design” La Rinascente, de Milão. A loja abriu no último dia 10 de novembro e se utilizou de toda a rede de correspondentes da revista para estabelecer parcerias na venda e na produção customizada de itens. Porém, ao contrário da Monocle, diversos dos produtos da loja têm uma cara bem Ikea – Tok & Stok – Etna, no sentido mais genérico do que isso quer dizer. Muita coisa oriental e escandinava, naturalmente. Merecem destaque:

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Rádio de madeira, de Singgih Susilo Kartono

abajur

A luminaria-cabide BarDeco, de Lina Meier

relogio

Relógio de parece Two Timer, da Industrial Facility e Sam Hecht

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Moedores de sal e pimenta da Norway Says, para a Muuto

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Aquecedor de Naoto Fukasawa para a Plus Minus Zero

Alisson Avila

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Responda rápido: em um país onde o comercial que mostra uma velhinha falando de sexo precisa sair do ar, qual marca apostaria em uma ação de guerrilha como essa?

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Isso mesmo: batedores de carteira profissionais, enxertando material de marketing direto da Vodafone dentro de calças, blusas e bolsas na Romênia. Lembrete da Ads of the World (valeu, Ju).

Ainda não sabemos dos resultados, mas a depeito da patrulha do politicamente correto, deve ter gerado uma boa repercussão. Mas que não se duvide de teorias conspiratórias dizendo que é a própria Vodafone a responsável pelo fato de que, a cada 2 minutos, um celular é roubado em terras romenas.

(O pior é que hoje não seria estranho se a própria marca apostasse neste tipo de buzz…)

Alisson Avila

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Certamente não sou  único a me perguntar: por que São Paulo não segue o exemplo de outras grandes metrópoles do mundo e faz do seu transporte público, especialmente o metrô, um símbolo da cidade – com um posicionamento e linguagem espertos, urbanos, amigos da cidade, testemunhas do seu dia-a-dia e assim por diante?

Enquanto nós viajamos para o outro lado do oceano ou do hemisfério para dizer que passeamos no subway de Nova York, ou no tube antigo de Londres (que aliás está em processo de renovação dos seus engraçados estofamentos aveludados, leia aqui e aqui), temos em SP um sistema impecável, limpo, organizado, bem mais moderno… e que parece não ter interesse em elevar seu posicionamento e ter um mínimo de graça, de “charme” (ui), de simbologia da vida urbana. Vide o básico: não é tão simples assim achar um mapa da rede paulistana fácil de baixar na internet. Alguém nos diga se houver aplicativos disso por aí.

(Será que é porque sofremos de alguma síndrome, que determinou que transporte público é ‘coisa de pobre’ e chique mesmo é ficar sozinho dentro de um carro no engarrafamento? Basta conferir o caótico sistema de ônibus da cidade para ter certeza deste status quo, infelizmente. Ficamos naquele dilema Tostines: o poder público não qualifica os ônibus porque a classe média não anda neles, ou vice-versa? É como a notícia recente da Folha de S. Paulo, dizendo que o eixo da Via Funchal, ou da Faria Lima – Berrini, têm mais helipontos do que pontos de ônibus.)

Enfim. Tudo isso para indicar este link, postado ainda no ano passado, com uma série de dicas realmente bacanas para melhor usar o metrô de São Paulo. Entre macetes básicos e já conhecidos aos mais sofisticados (do tipo, qual o vagão certo para descer perto da saída de cada estação?), vale a pena conferir.

Enquanto isso, as obras da linha amarela do metrô paulistano dão aquele show de relações públicas: mortes na obra, engarrafamento permanente em Pinheiros, casas que afundam, poucas explicações e assim por diante. E a linha não aparece na maioria dos mapas oficiais na internet – mesmo os que mostram a futura linha lilás.

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Enquanto isso #2, o underground londrino vende camisetas, mapas para colocar na parede, um site vivo… e chama artistas para recriar seu logo, de 100 maneiras diferentes, para comemorar um século de funcionamento.

(E os táxis da cidade distribuem um guia próprio, dobrável, onde celebridades e pessoas comuns contam seus causos com os motoristas e explicam por que andar de cab é legal, mesmo com aquela cara de furgão de funerária que os táxis de Londres têm.)

Sim, políticos, branded content também funciona para serviços públicos. E como.

A prefeitura ou as autarquias ainda não perceberam que São Paulo não é apenas turismo de negócios, mas também turismo urbano, de compras, de cultura, de balada e de gastronomia para todo o Brasil e exterior? Em tempos de comunicação integrada, isso é muito mais do que uma campanha de mídia paga dizendo que “São Paulo é tudo de bom”.

Alisson Avila (valeu Mari Eller!)

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