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Archive for the ‘Marcas / Branding’ Category


Se existem empresas especializadas em montar power points de apresentação “relevantes e com história”, bem como de clipar notícias “com precisão contábil”, por que não poderia haver uma de criação de convites?

Na verdade não sabemos se isso existe. O que se sabe é que o design gráfico (e os produtores gráficos…) se viram nos 30 a essa altura do campeonato para criar coisas visualmente relevantes, que façam as pessoas prestar atenção nas marcas, em meio ao tsunami de apelos do dia a dia. Neste contexto de excesso e competição, os convites e os press kits, além de apresentações de power point, hehe, ganharam vida própria como negócio.

(Aliás, já tem até quem faça propaganda dentro de power points de estudantes… Ou quem sustente um serviço de transferência de arquivos vendendo o plano de fundo da tela para imagens de marcas, veja aqui e aqui, que você é obrigado a ver enquanto sobre e desce os arquivos… ambos da Holanda)

É isso mesmo: esta rede de cafés na Holanda paga (adivinhe com o quê) para os estudantes inserirem um slide como este nas suas apresentações escolares

Voltando, a Wallpaper tinha que fechar a sua newsletter com alguma coisa, hehe, e com isso nos apresenta uma simpática seleção com os convites para eventos mais bacanas da temporada. Clique aqui e confira todos. Abaixo, os nossos favoritos:

Político-sarcástico, para a coleção feminina de Jean Paul Gaultier

Lúdico, da Maison Martin Margiela Homme (esse é sensacional)

E com um pezinho no surrealismo, para a coleção feminina da Givenchy

O pessoal que carrega o piano – ou seja, que cuida de peças como o convite, e não do anúncio, do conceito, do etc das marcas – deve estar esperando a happy hour desta sexta-feira para comemorar o favor que a Wallpaper fez em lembrá-los.

Alisson Avila

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Enquanto o velho mercado editorial chora suas pitangas (e o novo mercado editorial joga pedras nesta Geni, na expectativa de tomar completamente o seu espaço >> não vamos nos iludir que a internet ainda represente “liberdade” no campo do controle da informação), o ex-fundador da Wallpaper, Tyler Brûlé, nada de braçadas globalmente com o modelo de negócios da Monocle, já bastante difundido sob o clichê “Economist meets Wallpaper”.

Mas é mais do que isso. Como conta esta matéria do The Guardian, um dos sustentáculos do projeto liderado pela revista, por um site e pouquíssimas interações em redes sociais são as suas… lojas. A marca Monocle é tratada como uma grife e tudo o que ela faz é absolutamente perfeito no acabamento e visual.

Tanto é assim que a revista abre agora um escritório em Hong Kong ancorada na sua loja própria (a quarta da rede), sediada junto da redação, vendendo de Blackberrys personalizados às já famosas bolsas da revista, que se tornaram uma importante fonte de faturamento.

No meio disso tudo, objetos de design, roupas, sapatos, livros e tudo o mais. Com a marca Monocle. E quase sempre com uma outra marca parceira por trás ajudando a pagar a conta.

Fancy demais para o seu gosto? Para eles, está rendendo bastante dinheiro – a ponto de terem crescido 30% em faturamento em 2009, em plena ressaca da crise, em plena crise do meio impresso.

O segredo está na esência: uma revista impecável, publicada dez vezes por ano, dona de um excelente projeto tátil e gráfico – e repleta de matérias que, se nem sempre são aprofundadas, ao menos tratam de temas interessantes para quem quer saber de negócios e assuntos internacionais, mas ainda não abre mão de algumas positivas futilidades.

Revista, conteúdos ramificados, produtos com marca própria e em breve um programa para a BBC World Channel não são o suficiente para o novo barãozinho da mídia global, odiado por alguns e admirado por muitos – a ponto de ter um blog de uma “fã” dedicado ao seu estilo de vida. Enquanto novos e velhos mercados editoriais brasileiros discutem hipocritamente (ainda!) a divisão entre editorial e comercial, assunto que já comentamos aqui, a Monocle é capaz de juntar dez publieditoriais em uma única edição – e de um modo que você sabe que é jabá, mas nem dá bola de tão bem feito que é. A PSFK fez uma bela análise de caso no ano passado. Estabelece-se assim uma relação entre revista e leitor, e não entre revista e anunciante. E é isso que importa: estou lendo a revista e sei que este conteúdo foi pago por alguém. E daí? Se é bem feito, eu sei disso, não me sinto enganado e o conteúdo é útil pra mim? É melhor assim do que ver estes colunistas de jornalões (e sitezões, e blogzões…) que se dizem arautos da transparência e recebem fee mensal de empresas jabazentas direto em suas contas bancárias.

E não é só isso. Brûlé ainda é sócio de uma espertíssima empresa de consultoria, design, branding e conteúdo, a Winkreative, que só potencializa todas as interações possíveis entre suas empresas e marcas envolvidas, e ainda colocou dinheiro no Dopplr, uma rede social para viajantes globais tipo ele. 

Um dos modelos de jabá do bem da Monocle são as suas “Survey Editions” embarcadas nas revistas. E hoje, no Hotel Fasano do Rio, Brûlé e sua turma recebem convidados para a festinha de lançamento da pesquisa especial sobre o Rio de Janeiro.  E sem nada de guerra civil: é só a parte boa. Porque eles não são bobos nem nada e sabem que vem muito dinheiro por aí em direção à Cidade Maravilhosa.

Alisson Avila

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A Sony Ericsson, uma das pratas da casa entre os clientes da Aktuell, está na lista dos principais logos do mercado global redesenhados em 2009. Clique aqui para ver a relação completa. Um deles é o logo da Aol, que recebeu uma análise aqui mesmo no blog.

Alisson Avila

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Crie a nuvem de tags que quiser sobre novas ferramentas, estratégias e etc para construir marcas e engajar pessoas. Qualquer uma, mesmo.

Pensou? Pois saiba que nenhuma delas se encaixa no maior case recente da indústria automobilística internacional: a coreana Hyundai.

Não vamos falar dos Estados Unidos, onde receberam uma série de prêmios e cresceram na crise vendendo o óbvio em um momento destes: segurança. Mas esta segurança foi oferecida de um jeito inovador, vinculando a compra do carro a um seguro e à cobertura das parcelas do financiamento no caso de perda do emprego. Ou seja, o destaque é justificado. Aliás, o anunciante foi escolhido como destaque do ano pela Ad Age:

Agora vamos falar de Brasil. Você parou pra pensar que a marca cresceu de um modo impressionante em cima das ferramentas mais primitivas do marketing? O boca a boca, o testemunhal e o comparativo. Sem contar os comerciais pomposos com violinos e “a força do investimento na nossa economia”. Estou convencido de que nunca na história deste País alguém criou algo parecido com isso.

Tente lembrar dos comerciais da Hyundai. Uma locução na linha “sexta-feira nos cinemas” fala que o carro é a coisa mais incrível do mundo, cita marcas cujo posicionamento não tem nada a ver com o seu e cita números bem impressionantes. Mas o mais engraçado de todos é aquele filme da marca estrelado exatamente por profissionais liberais, executivos em geral e especialmente o povo do marketing e da criação. Está no ar há meses, você já deve ter visto e a parte mais absurda é quando a “diretora de criação” presente no filme diz que “dá pra passar na enchente”. Vejam todo o charme desta declaração de sobrevivência urbana:

Resumo da ópera Dilbertiana: para os clientes, nas agências, dá para inventar de tudo. Mas na hora de comprar o meu próprio carro, eu esqueço todas as táticas revolucionárias e vou de basicão mesmo, valorizando todas aquelas “coisas antigas” que meu discurso de posicionamento inovador no mercado condena. Compro o carro que o que meu amigo me disse que era bom, o carro que se compara com as outras marcas sem haver muito nexo (qual a relação entre um Hyundai e uma BMW?) e o carro que tem testemunhos reais (sic) sobre relações entre pessoas e carro. Veja outros:

Mas a coisa não é tão bonita assim. A marca está envolvida em algumas polêmicas meio cabeludas no Brasil, como você pode ver aqui e aqui. Sem contar a briga com a própria marca Kia, pertencente ao mesmo grupo, envolvendo anúncios publicitários no mercado nacional – uma coisa bem desagradável que você pode ver aqui, aqui e aqui.

E a Hyundai acaba de avisar que está tirando o time de campo no Japão. Além da rixa entre japoneses e coreanos, que ajuda a embargar as vendas, um dos motivos da retirada da companhia daquele mercado é o fato de a marca não ser… consagrada – tradicional – charmosa – glamurosa – elegante – gigantesca o suficiente para ser comprada pelos nipônicos, que adoram um capitalismo over. Lá, Hyundai e Kia são percebidos como a mesma coisa – até porque são a mesma empresa mesmo… Especiamente em tempos de globalização, é meio patético ver empresas associadas tentarem fazer de conta que não são sócias dentro do Brasil, só pra puxar o tapete uma da outra.

O produto é um sucesso, ao contrário de muitos, porque é bom. Mas será que ele encarava essa enchente aqui?

Alisson Avila

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Este é o comercial que apresenta o novo posicionamento global da HTC – fabricante de celulares com presença internacional e que tem na Aktuell uma das suas agências para o mercado nacional. O novo discurso está sendo introduzido em 20 mercados-chave para a marca de Taiwan, incluindo o Brasil.

O interessante do planejamento é que dois grandes conceitos são trabalhados simultaneamente: o slogan “Quietly Brilliant”, voltado para o caráter da marca, e a campanha “You”, voltada para o relacionamento com os consumidores a partir do conceito de diversidade e respeito pelas pessoas. Confira outro comercial:

O novo posicionamento foi desenvolvido pela consultoria londrina FigTree. Já a campanha “You” ficou nas mãos de uma das agências de maior ascensão no mercado, integrante da rede Lowe: a Deutsch Los Angeles, que acaba de surpreender ao ganhar a conta da Volkswagen para os Estados Unidos.

Corporativamente, eis algumas das mensagens que estão sendo transmitidas aos colaboradores da rede a partir de um simpático caderno de notas:

A seguir, o comunicado internacional que oficializa o novo momento da marca:

(mais…)

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