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Posts Tagged ‘Design’

Dois recentes lançamentos da Taschen merecem destaque por aqui. Começamos por “Product Design in the Sustainable Era“, cujo nome dispensa maiores explicações. Trata-se de um compilado de projetos recentes na área:

Mas o mais bacana, até pela quantidade de temas e análises que pode sair de dentro, é a livro “Vintage T-Shirts”. Antropologia Cultural, Marketing, Cultura Pop, Design, Ciências Sociais: cabe tudo neste assunto sobre a força de uma camiseta e suas mais diversas representações na sociedade contemporânea:

Na livraria mais próxima de você, sob encomenda, nas Amazons da vida ou no site da editora.

Alisson Avila

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Já falamos recentemente aqui sobre plágios não só gráficos, como ideológicos, envolvendo União Soviética e Estados Unidos.

Mas este super apanhado do blog World Famous Design Junkies dá um banho de informação quando o assunto é o conhecido chupinhol da ideia alheia.  O engraçado é que o primeiro plágio do post, neste caso, também envolve ianques e bolcheviques:

Interessante notar que a maioria das chupações reunidas pelo post dizem respeito a shows, quase sempre resgatando linguagens visuais que ainda não são tão mainstream – caso do próprio construtivismo soviético, ou da grandiosa tradição em design gráfico do leste europeu.

Nestes casos de cartazes de bandas indie, muitas vezes o que temos é uma “homenagem cool” (ui) de pessoas que catam imagens bacanas na rede e aproveitam a deixa para fazer algo mais istáile para um show de música pop. Ou seja, este “plágio do bem” é a coisa mais comum do dia a dia de quem trabalha com projetos de conteúdo urbano em escala industrial: é preciso buscar referências o tempo todo, e basta calcular o número de shows diários pelo mundo para pensar no trabalho dos designers, a (tentar) criar algo novo permanentemente.


Mas tem gente que não acredita em Creative Commons e que não é obrigada a gostar disso – ou seja, quer seus direitos autorais bem depositados na sua conta bancária. Embora, nos casos dos shows aqui, estejamos falando de “pouco dinheiro”, pois quase todos os exemplos são de bandas indie promovendo gigs em lugares específicos – nem sequer uma turnê.

A coisa pode virar problema mesmo quando os casos de clonagem envolvem hard money. Caso de um dos cartazes do oscarizado “Precious“, filme que aliás nasceu no circuito indie (apesar do dinheiro da Ophrah) e só depois estourou. No começo, pelo visto, o chupinhar não era problema para o diretor Lee Daniels. Ou ele não esperava que o filme aparecesse tanto… Questão de tempo para que o artista criador da hot line anti-estupro nos anos 1970 (imagem à esquerda) vá para cima dos produtores de “Precious”, que justamente fala de estupro:

E por que é um barato o Cassino do Chacrinha? Porque se tivéssemos mais humildade em reconhecer que nada se cria, tudo se copia, tudo ficaria bem mais fácil e fluido. Tanto para quem criou antes como para quem criou depois. Podemos mudar e alterar significados, puxar conceitos para novas direções, e de fato propor algo efetivamente inovador. Mas tudo sempre vem de algum lugar: nada sai de nada. O significante deste significado pode ter mais de 2010 anos.

Taí, nunca tinha pensado em linkar Chacrinha e Umberto Eco pela semiótica. Somente pela semelhança: seria o pernambucano uma versão alegórica do italiano?

A distância oceânica entre os irmãos separados pelo nascimento é fácil de notar


Alisson Avila

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E pensar que o varejo sempre foi o primo pobre-rico da publicidade. “Pobre”, porque não dava glamour nem prêmios; “rico”, porque sempre garantiu comissões e BVs em escala para as agências.

Hoje, vide até mesmo a criativa presença do trade marketing no universo da ativação de marcas, o cenário está bastante diferente. O varejo deita e rola com design, ações especiais, intervenções urbanas, aproximação com moda (seja qual for a categoria de produto ou serviço), parcerias com artistas e estilistas, Uniqlo patrocinando Cannes (quem diria), revistas decentes cobrindo o setor…

E o ponto é esse. O pai da Wallpaper, Tyler Brûlé, já havia lançado lojas e produtos da sua nova filha, a Monocle, em diferentes países e com diferentes lojas. Lá, o que poderia ser uma simples página espelhada de uma revista comum com novidades do varejo, por exemplo, é tratado na Monocle como “The Style Survey”, um encarte especial da revista valorizando todo o pequeno comércio inventivo pelo mundo e trazendo as novidades de design e produtos. Varejo e extensão de marca como lifestyle.

Com um pequeno gap, finalmente a própria Wallpaper faz o mesmo, na remodelado “supermercado de design” La Rinascente, de Milão. A loja abriu no último dia 10 de novembro e se utilizou de toda a rede de correspondentes da revista para estabelecer parcerias na venda e na produção customizada de itens. Porém, ao contrário da Monocle, diversos dos produtos da loja têm uma cara bem Ikea – Tok & Stok – Etna, no sentido mais genérico do que isso quer dizer. Muita coisa oriental e escandinava, naturalmente. Merecem destaque:

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Rádio de madeira, de Singgih Susilo Kartono

abajur

A luminaria-cabide BarDeco, de Lina Meier

relogio

Relógio de parece Two Timer, da Industrial Facility e Sam Hecht

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Moedores de sal e pimenta da Norway Says, para a Muuto

aquecedor

Aquecedor de Naoto Fukasawa para a Plus Minus Zero

Alisson Avila

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Quando começava a Brazil Design Week, realizada pela Aktuell ao lado da Abedesign na semana passada, do outro lado do planeta acabava a Tokyo Design Week – que também teve seu tema relacionado à sustentabilidade: Green Love foi o mote deste ano.

Confira tudo o que rolou nos vídeos abaixo:



Um dos destaques da Tokyo Design Week foi o arquiteto Makoto Tanijiri, que projetou uma ambiente da exposição baseado em nuvens. O material utilizado foi o poliéster e o algodão, que formavam túneis direcionando os visitantes a cabines individuais. Todo o material utilizado, depois de aquecido e comprimido, será transformado em rodinhas para malas:

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Da redação

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A Brazil Design Week acaba hoje à noite. Entre tanto conteúdo interessante, um pouco de… design de produtos na prática sempre cai bem.

Um dos destaques do projeto criado pela Aktuell (que realiza o BDW ao lado da Abedesign) é a cenografia com biombos, divisórias e móveis de papelão:

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Veja o álbum de fotos completo clicando aqui.

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Uma das principais editoras do Brasil, a Cosac Naify lançou ontem seu novo site e seu novo blog.

Arte, arquitetura, biografia, dança, design, ensaio, cinema, fotografia, infantil, literatura, moda, música e teatro pertencem ao universo editorial da Cosac, que entre seus próximos lançamentos relaciona “Onde Vivem os Monstros” – obra clássica da literatura infantil dos anos 1960, escrita e genialmente ilustrada por Maurice Sendak, e que inspirou o filme homônimo (em inglês, “Where Wild Things Are“).

Dirigido por Spike Jonze, o nome por trás de filmes como “Adaptação” e “Quero ser John Malkovitch”, “Onde Vivem os Monstros” já foi comentado aqui no blog e com toda a certeza será um dos tsunamis cinematográficos de 2010, provavelmente ao lado do próprio livro impresso. Confira o trailer:

Não dá para perder a deixa: aproveitamos para celebrar, também, o lançamento de “História do Design Gráfico” pela editora.

design_grafico_gEsta é uma obra igualmente clássica, e sobretudo didática, escrita por Philip B. Meggs. Saiba mais aqui.

Alisson Avila (thanks Mari!)

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