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Posts Tagged ‘Estados Unidos’

Mate com estilo e causa: empresa norte-americana fabrica armas com escritos bíblicos há 20 anos

Toda marca tem que ter uma causa, diz o mantra. E se a causa vier na frente, como é que a marca pega carona na cauda do cometa? Independente da ordem, será sempre um marketing de causa?

Fiquei me perguntando isso ao ler uma notícia dando conta de que soldados britânicos no Afeganistão receberão fuzis com mensagens bíblicas, fabricados pela norte-americana Trijicom, que há 20 anos imprime escritos religiosos nas telas de mira (!!!).

Literalmente, meu Deus do céu. Depois os muçulmanos é que estão em guerra santa. Vale visitar o site da empresa, para ler os textos sobre as armas. Parece que você está comprando sal de fruta, de tão funcionais que são as informações sobre este inofensivo produto.

O exemplo é absurdo, lamentável e radical, mas quando o assunto é lucro não interessa se a marca cria a causa ou se a causa abduz a marca. Uma espécie de Síndrome de Tostines.

Mas até onde se consegue ir com isso? Se a marca abraça e ajuda a construir uma causa, fazendo dela um valor essencial, tudo fica com um tom mais altruísta, a la Banco do Planeta. Mas se você entra na carona, a sensação não chega a ser de oportunismo, mas fica clara a sacada de aproveitar um nicho de consumo em descoberto. Neste caso, temos menos retórica e mais ação aplicada – o que, dependendo do segmento de mercado, pode até funcionar melhor por conta da “transparência de intenção” do que os altruísmos capitalistas da vida.

Pra ninguém pensar que estamos a favor deste ou daquele lado, vale lembrar que em 2007 a Proton, fabricante de carros da Malásia, fez um modelo para o mercado islâmico com uma bússola embarcada que indicava permanentemente a direção para Meca, além de um compartimento especial para guardar o Corão. A Indonésia tem a versão muçulmana da Barbie, a boneca Salma, obviamente sem cabelos loiros, massa corporal anoréxica ou vestidinhos microscópicos e que é um sucesso massivo do outro lado do mundo. E ainda há o The Sims / Second Life desta imensa cultura, o Muxlim Pal, cuja missão é “enhance the muslim lifestyle”.

A sua causa dá dinheiro? É para isso que você tem uma causa?

Alisson Avila

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Teoricamente, a Guerra Fria só começou depois da Segunda Guerra Mundial. Ou seja, de 1945 para a frente. Mas a disputa ideológica e de awareness de marca global entre Estados Unidos e União Soviética começou bem antes, justo no período pré e pós Primeira Grande Guerra – um momento da história de ambos os lados que envolvia a necessária construção de uma identidade nacional.

Os Estados Unidos ainda agregavam territórios, organizava sua democracia maniqueísta e se preparavam para tempos de Lei Seca, enquanto a União Soviética virava do avesso com a revolução vermelha de 1917.

E, entre 1917 e 1919 – o que para a época pode ser considerado como algo simultâneo – ambos os países lançaram campanhas militares com a mesma abordagem. A dos Estados Unidos se eternizou; a da União Soviética, ao menos aqui na nossa realidade ocidental, nem tanto:

Trabalho criado em 1917 por James Montgomery Flagg, consagrado ilustrador norte-americano, o cartaz do Tio Sam pede que a população aliste-se no exército

Litografia de D. Moor de 1919: "Você já se alistou como voluntário?"

Além de estar longe de existir na época, até onde sabemos a ONU não conta com um tribunal de mediação de conflitos de propaganda ideológica…

Alisson Avila

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…os bloqueios físicos e simbólicos continuam.

Não há tecnologia que aproxime a ignorância da convivência, como podemos ver nos exemplos a seguir:

eslovaquia

Muro erguido na cidade de Ostrovany, na Eslováquia, para separar os moradores de uma comunidade de ciganos. Este é pequeno, cerca de 200m, quando comparado ao...

israel

... lamentável muro entre Israel e a Cisjordânia, com quase 800km de extensão, que invade terras palestinas e divide cidades ao meio...

eua

... e o muro de mais de 3,000km entre Estados Unidos e México...

eua 2

...que só ajudou a ampliar as diferenças (e mortes) na divisa entre os dois países

Viva o século 21!

Alisson Avila

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queda

Um dos assuntos do dia nos Estados Unidos é a divulgação dos dados Nielsen sobre o investimento em mídia naquele mercado no primeiro trimestre de 2009: menos 12% em relação ao mesmo período (janeiro – março) de 2008. Mesmo assim, movimentando respeitáveis US$ 27,9 bilhões.

Tomando apenas a compra de espaço em meios de comunicação como referência (talvez em uma tentativa de não reconhecer o poder de resultado e consolidação de marca que agências de comunicação integrada, como a Aktuell, podem gerar para clientes no mundo todo fora da mídia de massa), o estudo aponta o recorde de queda para os encartes – suplementos dominicais de jornais locais (- 37,7%), seguido por revistas business to business (- 29,9%) e ainda os jornais de circulação nacional (- 27,7%).

Todo mundo sabe que nenhuma mídia acaba em detrimento da outra. Mas é inegável que a mídia impressa segue, firme e forte, como a mais volátil em termos de redimensionamento do seu papel e função na sociedade (e nos mercados), nesta era da informação digital, quando comparada a qualquer outra. Este é um negócio que terá vida longa, desde que em nichos (aguarde posts sobre a Shoes-Up e a incrível TAR).

(mais…)

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