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Posts Tagged ‘Famiglia Baglione’

A Folha de S. Paulo publicou, agora no começo do ano, uma matéria de capa na Ilustrada sobre “artistas-promessa” para os próximos anos. E, surpresa: não é que gente que já passou (ou vai passar) pelo Projeto Portfólio aqui da agência estava lá?

Começamos pela Letícia Ramos, nossa artista convidada no PP #1 ao lado do (igualmente comentado e talentoso) Felipe Morozini. Veja o que a Folha falou:

Outro dos dez nomes destacados pelo jornal é o da dupla Gustavo Jahn e Melissa Dullius, em conversações para exibirem suas obras no Projeto Portfólio ainda neste primeiro semestre:

Não custa lembrar que é a Famiglia Baglione que ocupa neste momento as três galerias do Projeto Portfólio. Venha nos visitar…

Da Redação

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O coletivo de artistas da Famiglia Baglione é o residente da sexta edição do Projeto Portfólio, ocupando todos os andares e a área externa da Aktuell. São obras na Galeria Parede (bidimensionais) , Galeria Muro (graffiti) e Galeria Elevador (audiosivual).

Confira a seguir as obras bidimensionais em exposição na agência. Estamos de portas abertas para visitação, mediante agendamento, para serem conferidas ao vivo. Todos os trabalhos estão à venda e têm seus valores apontados na apresentação a seguir. Basta entrar em contato conosco para agendar sua visita e conhecer também as obras audiovisuais e o graffiti da nossa área externa:

Você também vê imagens de tudo no nosso Flickr, aqui e aqui.

Alisson Avila

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Um dos principais coletivos de arte urbana contemporânea do País expõe suas obras na agência, incluindo trabalhos inéditos, na sexta temporada do Projeto Portfólio 

 

Na sexta edição do Projeto Portfólio, a Aktuell abre suas portas para receber as obras da Famiglia Baglione – grupo de artistas de atuação global que é um dos destaques do cenário brasileiro e internacional de arte urbana contemporânea. A exposição, que conta com obras inéditas do acervo dos artistas convidados, é gratuita e aberta ao público, mediante agendamento, até o final de março. Será possível conferir dezenas de trabalhos de Herbert Baglione, Alexandre Cruz (Sesper), Felipe Yung (Flip), Thais Beltrame e Walter Nomura (Tinho).

O Projeto Portfólio é a plataforma de promoção da arte contemporânea da Aktuell, agência de comunicação integrada sediada em São Paulo e liderada por Rodrigo Rivellino. Desde 2007, artistas reconhecidos da arte urbana e contemporânea brasileiras ocupam os andares e espaços da agência, através da Galeria Parede (arte bidimensional), Galeria Muro (graffiti) e Galeria Elevador (audiovisual). Felipe Morozini, Letícia Ramos, Carla Barth, Nino Cais, Marcelo Amorim, Luiz Roque, Nove, Carlos Dias e Deddo Verde são alguns dos nomes que já participaram do projeto. A cada três meses, uma nova exposição ocupa a agência.

Sobre a Famiglia e os artistas

A Famiglia Baglione é um grupo  fundado e idealizado por William Baglione, irmão de Herbert Baglione, artista bastante reconhecido ao redor do mundo pelas suas pinturas e instalações em museus e galerias, além de participações em eventos importantes da cultura urbana no Brasil, Europa e Estados Unidos.
 
Em 2006,  após administrar a carreira de seu irmão por 12 anos, William passa a ser responsável pela carreira de outros artistas em trabalhos coletivos e individuais. 
Nasce então a Famiglia Baglione, inspirada no conceito das famílias dos mafiosos italianos. Onde, sem julgamentos e a partir de um ponto de vista poético, a lealdade, a força e a honra prevalecem como condições fundamentais de sobrevivência.
 
Os artistas que fazem parte da Famiglia, além de Herbert Baglione, são Alexandre Cruz (Sesper), Felipe Yung (Flip), Thais Beltrame e Walter Nomura (Tinho).

Cada artista do grupo segue um estilo próprio, fazendo deles referência tanto no meio das artes plásticas como no ambiente publicitário. Ao mesmo tempo em que desenvolvem suas carreiras em conjunto, os artistas dividem e confrontam opiniões, avaliando e sendo avaliados sistematicamente.  
Conheça mais sobre o perfil de cada um: 

 

Flip

 

Felipe Yung “Flip” – é um artista paulistano que nos últimos 14 anos fez parte da paisagem da cidade com sua caligrafia e desenhos. Ele foi um dos primeiros artistas do graffiti no Brasil a utilizar personagens sem letras nas ruas, além de também ser precursor na arte de trabalhar com pôsteres e stickers (adesivos).  

Suas influências partem da caligrafia (tag e pichação) e da cultura urbana (arte, estilo e música) para chegar também ao Shodo e ao Ukiyo-e, estilos de caligrafia e xilogravura japonesas.  Atualmente desenvolve uma nova fase de pinturas onde tem como principal referência a  botânica, utilizando raízes, árvores e frutos como grande fonte de criação e inspiração.   

Flip já mostrou sua arte em diversas galerias na Europa e Estados Unidos, tendo participado do Encontro Mundial de Graffiti em Paris (França); de mostras coletivas em Brighton e Londres (UK);  exposições individuais em Madrid e Barcelona (Espanha), Paris (França) e Nova York (EUA), além de figurar em recentes  mostras coletivas realizadas em Moscou (Rússia), Los Angeles e Miami (EUA).    

Com seu amigo Sesper, fundou a Galeria Most em São Paulo, um dos primeiros espaços no País com foco em arte urbana. Através da Most, ele viabilizou a exposição de artistas em ascensão como Nunca, Onesto, Tinho, Titi Freak, Vitché e Herbert Baglione. 

Flip também emprega seu talento trabalhando como designer gráfico, desenvolvendo cenários para videoclipes e shows de artistas como Marcelo D2, além de fazer ilustrações para revistas, livros e trabalhos para grifes de moda. 

Herbert Baglione

 

 Herbert Baglione – Artista paulista, urbano por natureza, Herbert carrega na bagagem elementos do caos para criar seu universo paralelo. Suas obras remetem a uma relação do homem com o meio onde vive, e geralmente sugerem temas provocativos e curiosos. 

As metáforas e brincadeiras, expressas através de linhas e curvas em preto e branco, chamam a atenção do expectador: elas refletem a interação homem-cidade-ambiente de forma sutil e com beleza singular. Não existe verdade absoluta; o lúdico salta aos olhos, realçando um mosaico de símbolos e significados presente em suas pinturas. 

A ausência das ‘cores’ do trabalho de Herbert realça as formas e traços, compondo o espaço gráfico e convergindo para a essência de suas raízes: o caos urbano.  

Suas intervenções artísticas começaram nas ruas, o suporte ideal para representar seus pensamentos urbanos e dilemas existenciais. Com o tempo, desenvolveu novas técnicas e novos meios, recriando e adaptando o espaço, evoluindo em sua arte. Flexível como um artista tem que ser, está sempre questionando sua própria arte, gerando assim uma metamorfose poética de traços, pinceladas e suportes de intervenção constantes na criação e concepção das obras.  

Com mais de uma década de bagagem internacional em eventos e exposições, Herbert Baglione desfere um estilo próprio e com muita personalidade no design de materiais, logotipos, pinturas, intervenções e instalações. Destaque para as exposições mais recentes: Museu Von der Heydt em Wuppertal (Alemanha), galeria “de Pury & Luxembourg” em Zurich (Suíça), New Image Art Gallery em Los Angeles (USA), Embaixada Brasileira e Galeria Ruarts em Moscou (Rússia) , Galeria Potrich (Goiânia), Santander Cultural  (Expo Transfer, em Porto Alegre) e Galeria Bergamin, em São Paulo. 

Thais Beltrame

 

Thais Beltrame – A aparência agradável e inofensiva de suas personagens infantis, bem como a leveza com que interfere no espaço, convidam o espectador à aproximação. No entanto, uma contemplação mais intimista de sua obra revela que este desenho é como uma casca vistosa; uma superfície bela que, a exemplo de um rosto maquiado, esconde rugas e cicatrizes. Quando penetrada, essa aparente inocência e limpeza revelam o universo questionador, inquieto, conflituoso e irônico da autora. 

E é justamente nesse contraste entre forma e conteúdo que encontramos a poética do trabalho de Thais. Questões existenciais universais são representadas de forma ácida por crianças e animais, que muitas vezes interagem como iguais – e parecem zombar da seriedade com a qual o chamado mundo adulto trata estas questões. Pela sutileza e pureza destas figuras, feitas cuidadosamente com bico de pena e nanquim, o desconforto se torna ainda maior. O resultado é uma atmosfera estranha e melancólica.  

O desenho sempre foi a principal forma de expressão e escape a acompanhar a artista desde sua infância. Talvez pela agilidade e simplicidade, o processo de desenhar lhe serviu como contato direto com um mundo imaginário e intuitivo. Segundo a artista, a evolução de seu trabalho se dá no estreitamento entre o inconsciente  e o racional, ilustrado através de situações que parecem parte de histórias vividas ou imaginárias e que não pertencem a tempos nem a lugares específicos. 

Desde que tornou-se o único membro de saia na “mafiosa” Famiglia Baglione, seus delicados trabalhos já foram expostos em Los Angeles, Miami, Londres, Brighton e Goiânia. 

Tinho

 

Walter Nomura “Tinho” –  um dos pioneiros do graffiti brasileiro e skatista punk por natureza, é um artista que desenvolve em seu trabalho artístico um estilo singular: o acúmulo de informações,  somado às suas influência skate/punk, resultam num marcante retrato do mundo contemporâneo  em que vivemos. 

Suas pinturas desvelam nuances de violência, solidão e sofrimento, elementos facilmente vistos em grandes cidades como São Paulo, Tóquio, Yokohama, Santiago, Buenos Aires e Berlim – lugares onde ele esteve em diferentes situações. 

Skatista desde os nove anos, e artista desde os 13 (quando riscou seus primeiros muros), Tinho sempre teve uma visão política sobre tudo à sua volta, o que o motivou a produzir arte nos mais variados suportes. Sobretudo, as paredes das cidades por onde passou. 

Desenvolvendo desde 1991 estampas de camisetas e shapes para marcas de skateboard brasileiras – trabalho que realiza até hoje -, Tinho passou a incorporar os conceitos da arte contemporânea ao seu trabalho a partir de 1994, quando entrou na faculdade de Artes Plásticas. 

Através do graffiti, Tinho realizou seus primeiro trabalhos internacionais em Buenos Aires e Pinamar (Argentina), Santiago (Chile) e Berlim (Alemanha). Depois chegou a hora de passar uma temporada no Japão, onde além de entrar em contato com a cultura original de seus avós viveu e trabalhou por três anos. 

De volta ao Brasil em 2004, Tinho encontrou a cena em ebulição  e pôde rapidamente retomar seu trabalho artístico em algumas das principais galerias de arte da cidade. Foi então que passou a ser representado pela Famiglia, por meio da qual já  mostrou seu trabalho nas embaixadas brasileiras de Londres e Moscou, na Ruarts Gallery em Moscou, na Contemporary em Brighton e Londres (UK), na Galeria Potrich (Goiânia),  no Santander Cultural (Expo Transfer, em Porto Alegre) e na Galeria Bergamin, em São Paulo. 

Sesper

 

Alexandre Cruz “Sesper” – teve os primeiros contatos com skate e a música no ano de 1986, passando desde então a maior parte dos dias de sua adolescência montando rampas, fazendo fanzines e gravando fitas cassete. No inicio da década de 90 nasce o Garage Fuzz – a respeitada banda na qual toca até os dias de hoje. Descobriu também por esta época os trabalhos gráficos digitais, voltados para bandas e marcas de skate. A partir daí se dedicou a novos fanzines, incluindo o INTROduct, que já em 98 documentava a arte de uma cena que estouraria na década seguinte. 

Estes interesses influenciaram diretamente nos stickers e pôsters que ele espalhou pela cidade em 1999. Desde então, ficou conhecido por sua mistura única de técnicas. Ele usa materiais reciclados como papel, cartolina e madeira como superfície, para pintar com pastel a óleo e látex, incorporando layers sobre layers de textura e cor. 

Atualmente, Sesper dedica seu tempo a um documentário sobre a arte nos decks de skate produzidos no Brasil, chamado Reboard. Além disso, integra a Famiglia Baglione desde 1997 com suas artes e vídeos, por meio da qual já expôs  seus trabalhos em Los Angeles, Goiânia e São Paulo. Confinra seus vídeos no youtube.

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