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commercialbreakers_splash

A imagem acima engana: o video de verdade  está aqui.

Como se não bastassem suas campanhas online, revista própria e demais ações, o pessoal dos Adbusters deu mais um passo para chamar um pouco da atenção pública à sua causa. E acertam na mosca com uma ação de mídia-guerrilha, dentro da própria mídia, que é um prato cheio para debates. O plano é simples:

1) Os Adbusters criam um comercial de TV bizarrinho falando mal das marcas e do consumo (a peça do link acima, que na verdade nem é grande coisa);

2) Eles contatam os departamentos comerciais das emissoras para comprar espaço comercial, como qualquer anunciante, para veiculá-lo e fazer um “subvertisement”;

3) As emissoras não aceitam veicular as peças, pois atentam contra todos os demais anunciantes do canal e ainda conclamam à consciência consumista;

4) O pessoal do Adbusters faz o maior auê em cima da proibição e queimam o filme de todo mundo.

Esta tática começou no Canadá, terra de origem do movimento, e acaba de chegar nos Estados Unidos. MTV e Fox já disseram não ao comercial e o resultado está aqui…

COMMERCIAL BREAKERS – Rejected by FOX

We’re continuing our campaign for media democracy with a series of subvertisements aimed at disrupting the promotion of overconsumption and attacking the legitimacy of advertising. We want the right to broadcast these subverts and we’re willing to pay, but the major networks aren’t willing to air them. So far FOX has officially rejected our first spot, COMMERCIAL BREAKERS, and MTV has cut off communication entirely.

The idea behind COMMERCIAL BREAKERS is simply to sabotage the meaning of advertising and undermine the power of brands. The average TV ad presents the consumer with a crisis, be it a crisis of identity, a crisis of hunger, a messy floor, an unsightly blemish or erectile disfunction. The crisis is always a crisis of choice, but there is only one choice: the product being advertised. Each ad expresses an individual brand’s vision of utopia; a perfect world constructed around a singular message: if you buy the product being advertised, you will be happy and content … if only for a moment.

This consumer utopia – beamed into our consciousness 24/7 – is a distraction from our real crisis, be it existential, spiritual, environmental, economic or political. And so rather than interpret advertising as a choice between colas or a choice between brands, we seek to reinterpret it as a choice is between the real and the artificial. It’s not Pepsi vs. Coke, it’s Cool Diet Cola vs. Climate Doom.

After a string of legal victories against Canadian television networks, we are now determined to take on NBC, CBS, ABC, FOX and MTV in American courts. In order to make this happen in the near future, we need our legal war chest filled. It’s a tough and expensive game going head to head with these giant corporations in court, but we refuse to back down.

How else can you help? Agitate FOX and MTV and help us spread COMMERCIAL BREAKERS on the web. If you’re a twitter user, throw a #fuckfox hash tag on your tweets. Make your own viral subvertisements, memes or mindbombs and launch them anywhere and everywhere you see fit.


Questão de tempo para que este debate tome proporções globais.

Alisson Avila

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O Rio está tomado pelas produções da Aktuell para o evento Athina Onassis International Horse Show. Confira!

Midia exterior diferenciada criada pela Aktuell - Instalado no Túnel Novo

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Todo mundo fala que consultores são chatos. Mas não podemos falar isso de Marcel Fenez, managing partner da PriceWaterhouseCoopers, que apresentou em Cannes a décima edição da pesquisa “The Global Entertainment and Media Outlook”.

Sempre é bom quando alguém faz o trabalho sujo de conseguir uma imensa verba para  entrevistar milhares de pessoas pelo mundo a fim de saber seus hábitos. Antes que você confira o vídeo que resume este material (esqueça o treme-treme inicial: o cinegrafista sofre de Alzheimer), algumas conclusões interessantes:

– A busca das pessoas por significado e valor naquilo que consomem, em termos de mídia e diversão, apenas acelera a migração digital. Some a isso um cenário de crise e o resultado é uma potencialização deste processo. A eterna disponibilidade oferecida pela internet se espalha para todos os demais meios, que também precisarão ficar on demand.

– Na TV, não haverá mais a certeza de um horário nobre, pois os meios é que precisam se adaptar às pessoas. Temos então o “my time” ou “out time”, não um “primetime”.

– O perfil desta geração, que em poucos anos serão praticamente todas as gerações, envolve fatores como a) permanente conexão; b) perfil multitarefa; c) a essencialidade da música na nossa vida; d) a presença de filmes e especialmente games em nossos hábitos, inclusive fora das suas plataformas originais (aguarde o Beatles Rock Band ser lançado para ver quantos coroas e retrôs ingressarão no mercado de games); e) interatividade e sociabilidade na base das coisas e ainda f) as pessoas querem tudo ao mesmo tempo agora, tipo: “eu não quero isso… mas SE eu quiser, eu quero que esteja disponível em um click. Senão não vou gostar mais de você”.

Por fim, a projeção da PWC é que, por conta da crise, o montante global de investimento em mídia de 2007 só será novamente alcançado no distante 2013. Sem contar que, até lá, a distribuição de verbas será completamente outra: “pode ser que a Nike entregue 1 milhão de dólares para a Electronic Arts desenvolver um game global, ao invés de repassar o mesmo valor para uma agência de mídia comprar espaços comerciais na TV”. É por conta disso, inclusive, que a queda dos preços das tabelas comerciais dos meios é algo absolutamente inevitável.

As marcas continuarão desesperadas para serem relevantes às pessoas. Justamente por isso que o futuro reside em somar uma oferta única de conteúdo e serviços a questões bastante práticas e objetivas, como a compreensão da infra-estrutura local de cada mercado ou país em termos de tecnologia e acesso.

Alisson Avila e Gustavo Gontijo
de Cannes

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