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Posts Tagged ‘pesquisa’

Em plena semana de Campus Party, surgem na rede algumas novidades interessantes sobre comportamento e relações socio-econômicas baseadas na internet.

A perversa, porém inevitável realidade da ordem e seleção natural traçada por Darwin é tão verdadeira que não teria como ficar de fora das relações digitais. Matéria recente do El País, por exemplo, fala do processo de dupla marginalização social sofrida em escala global por pobres e idosos em tempos multitouch (o acesso é exclusivo para assinantes, mas faremos o favor de reproduzir o texto aqui abaixo, discretamente….)

Falta de dinheiro, de intimidade com aparelhos tecnológicos e foco exclusivo em ferramentas de comunicação online (ao invés de descobrir e desenvolver outros programas e soluções que facilitem a vida a partir de um aparelho em rede) entram como fatores-chave para este problema. O último caso pode ser visto como o lado ruim da bem-vinda disseminação das lan houses pelos países em desenvolvimento e no Terceiro Mundo.

E basta pensar no Brasil, um exemplo enorme de desigualdade econômica e de pouco caso com a terceira idade (sem contar o fato de ser um país em processo de envelhecimento) para dimensionar o tamanho da bucha que temos pela frente.

Outra pesquisa recente, esta focada no Brasil e divulgada no ano passado, também confirma este cruzamento entre penetração da internet e marginalização digital entre a população brasileira.

Por fim, a mais divertida de todas: uma pesquisa inglesa, recém-publicada, dando conta de que o cérebro só consegue administrar 150 amigos em redes sociais de uma forma real e sustentável. O melhor da história é que ela tem uma relação direta com o Número de Dunbar, que pregava esta mesma lógica em uma realidade offline e foi um assunto relevante nos estudos de comportamento e disseminação da informação nos anos 1990. Também, pudera: o autor de ambas as pesquisas é Robin Dunbar, professor de antropologia aplicada à evolução.

Alisson Avila

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A Mindset Media vem fazendo um trabalho interessante no campo da pesquisa. Como sempre acontece com as empresas decentes do mercado de research, a MM se utiliza de várias vertentes do universo acadêmico para desenvolver seus projetos. Sociologia, Psicologia e Semiótica estão na pauta, assim como a inevitável “etnografia”.

A imagem acima, por exemplo, indica o que seriam os principais padrões de comportamento social no método de trabalho da agência. A sua própria “plataforma psicográfica”. A partir destas palavras-chave, na verdade destes adjetivos, as principais características de cada padrão são destrinchadas.

Uma das mais recentes pesquisas, publicada pela AdAge, traça um perfil psicográfico dos norte-americanos a partir dos seus hábitos de consumo de cerveja. Assim, resumidamente, o trabalho da Mindset Media sugere que os tomadores de Budweiser são “sensible, grounded and pratical” e tem interesse em escolher cartões de crédito com modelos flexíveis de pagamento; os bebedores de Corona são “busy and energetic people who are also extremely extroverted“, com alta propensão à compra de produtos reciclados; e as “self-assured people” que bebem Heineken são “posers with low scores on modesty and enjoy being in the moddle of the action” com um interesse acima da média social por cartões American Express e por serem early users de novos telefones celulares.

Alisson Avila

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As palavras de ordem do mercado premium são: experiência, qualidade superior e conteúdo.

Pelo menos é o que nos mostra o levantamento realizado pela empresa de pesquisa Ipsos em parceria com o Luxury Marketing Council com 800 consumidores do segmento (amostra quantitativa) e 40 entrevistas (qualitativas).

Conforme a diretora do LMC, Vera Lopes, a ideia do projeto consiste em “Entender melhor o mercado e os diferentes conceitos de luxo no Brasil. Além de tratar de aspectos como fidelidade de marca, as tendências do mercado e o que buscam os consumidores deste setor”.

Seguem alguns dos pontos levantados sobre os consumidores afluentes:

* Apreciação do luxo: pelos homes e mulheres são muito similares e não variam com a idade.

* Classificação: podem ser divididos em 03 grupos – os clássicos, ostentosos e os sensoriais. Mas em comum, buscam saber a história do produto, seu conteúdo e exigem qualidade muito superior em relação aos demais.

* Excelência no Atendimento: estes consumidores não admitem serem esnobados por vendedores ou serem atendidos por alguém que não entenda muito sobre o produto ou serviço oferecido.

*Busca por experiência ao invés do produto em si: a relação emocional com a marca aqui é muito importante, pois as pessoas compram itens de luxos que elas AMAM e não simplesmente GOSTAM.

(tá, eu sei que os dois últimos tópicos são bastante óbvios. Mas convenhamos, tem muita empresa por aí ignorando as regrinhas básicas!)

grafico_luxo

Para quem trabalha com o segmento, todas as informações e iniciativas que ajudem a desvendar o perfil deste comprador são bem vindas, uma vez que nos referimos a um grupo “discreto e reservado”.

By Fabi Giralt

“O luxo é uma necessidade que começa onde a necessidade termina”. Coco Chanel.

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Todo mundo fala que consultores são chatos. Mas não podemos falar isso de Marcel Fenez, managing partner da PriceWaterhouseCoopers, que apresentou em Cannes a décima edição da pesquisa “The Global Entertainment and Media Outlook”.

Sempre é bom quando alguém faz o trabalho sujo de conseguir uma imensa verba para  entrevistar milhares de pessoas pelo mundo a fim de saber seus hábitos. Antes que você confira o vídeo que resume este material (esqueça o treme-treme inicial: o cinegrafista sofre de Alzheimer), algumas conclusões interessantes:

– A busca das pessoas por significado e valor naquilo que consomem, em termos de mídia e diversão, apenas acelera a migração digital. Some a isso um cenário de crise e o resultado é uma potencialização deste processo. A eterna disponibilidade oferecida pela internet se espalha para todos os demais meios, que também precisarão ficar on demand.

– Na TV, não haverá mais a certeza de um horário nobre, pois os meios é que precisam se adaptar às pessoas. Temos então o “my time” ou “out time”, não um “primetime”.

– O perfil desta geração, que em poucos anos serão praticamente todas as gerações, envolve fatores como a) permanente conexão; b) perfil multitarefa; c) a essencialidade da música na nossa vida; d) a presença de filmes e especialmente games em nossos hábitos, inclusive fora das suas plataformas originais (aguarde o Beatles Rock Band ser lançado para ver quantos coroas e retrôs ingressarão no mercado de games); e) interatividade e sociabilidade na base das coisas e ainda f) as pessoas querem tudo ao mesmo tempo agora, tipo: “eu não quero isso… mas SE eu quiser, eu quero que esteja disponível em um click. Senão não vou gostar mais de você”.

Por fim, a projeção da PWC é que, por conta da crise, o montante global de investimento em mídia de 2007 só será novamente alcançado no distante 2013. Sem contar que, até lá, a distribuição de verbas será completamente outra: “pode ser que a Nike entregue 1 milhão de dólares para a Electronic Arts desenvolver um game global, ao invés de repassar o mesmo valor para uma agência de mídia comprar espaços comerciais na TV”. É por conta disso, inclusive, que a queda dos preços das tabelas comerciais dos meios é algo absolutamente inevitável.

As marcas continuarão desesperadas para serem relevantes às pessoas. Justamente por isso que o futuro reside em somar uma oferta única de conteúdo e serviços a questões bastante práticas e objetivas, como a compreensão da infra-estrutura local de cada mercado ou país em termos de tecnologia e acesso.

Alisson Avila e Gustavo Gontijo
de Cannes

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