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A Folha de S. Paulo publicou, agora no começo do ano, uma matéria de capa na Ilustrada sobre “artistas-promessa” para os próximos anos. E, surpresa: não é que gente que já passou (ou vai passar) pelo Projeto Portfólio aqui da agência estava lá?

Começamos pela Letícia Ramos, nossa artista convidada no PP #1 ao lado do (igualmente comentado e talentoso) Felipe Morozini. Veja o que a Folha falou:

Outro dos dez nomes destacados pelo jornal é o da dupla Gustavo Jahn e Melissa Dullius, em conversações para exibirem suas obras no Projeto Portfólio ainda neste primeiro semestre:

Não custa lembrar que é a Famiglia Baglione que ocupa neste momento as três galerias do Projeto Portfólio. Venha nos visitar…

Da Redação


A Zona Livre – Mostra Internacional de Cinema (confira o blog) começa nesta terça, dia 09/02, no CCBB do Rio e segue até o dia 29. Esta é uma iniciativa do CineEsquemaNovo – Festival de Cinema de Porto Alegre, que em 2009 contou com uma versão reduzida da Mostra Zona Livre dentro de sua programação.

O foco são filmes inovadores que não chegam ao Brasil, e que criam sua reputação na internet. Agora, novamente com a curadoria de Davi Pretto e Bruno Carboni, da Tokyo Filmes, a mostra amplia seu escopo e passa uma temporada no Rio de Janeiro.

Uma das coisas mais legais da mostra, além dos filmes inéditos, são os debates online e offline com diretores dos longas que acontecerão dentro da sala de cinema do CCBB.  A função começa já nesta terça, dia 09, com a exibição em primeira mão no Brasil de “Trash Humpers”, novo longa de Harmony Korine, seguido por debate ao vivo com o diretor via Skype.

Saiba mais sobre sobre o novo filme do Korine e o debate com o diretor, toda a programação de debates, a relação de filmes e um panorama da mostra. Confira ainda a grade de programação para download e impressão e o catálogo da mostra para download e impressão. Pra completar, veja o canal da mostra no You Tube com videorelease e trailers de todos os filmes.

Alisson Avila

O coletivo de artistas da Famiglia Baglione é o residente da sexta edição do Projeto Portfólio, ocupando todos os andares e a área externa da Aktuell. São obras na Galeria Parede (bidimensionais) , Galeria Muro (graffiti) e Galeria Elevador (audiosivual).

Confira a seguir as obras bidimensionais em exposição na agência. Estamos de portas abertas para visitação, mediante agendamento, para serem conferidas ao vivo. Todos os trabalhos estão à venda e têm seus valores apontados na apresentação a seguir. Basta entrar em contato conosco para agendar sua visita e conhecer também as obras audiovisuais e o graffiti da nossa área externa:

Você também vê imagens de tudo no nosso Flickr, aqui e aqui.

Alisson Avila

Enquanto nos debatemos no concreto e na água em São Paulo, nossos compatriotas baianos comparecem com uma idéia doida, como doidas são as idéias do Carnaval. Neste caso, encapar o Farol da Barra, em Salvador:

A função envolve até um abaixo assinado. E a bagaça continua neste site aqui.
Da Redação

Em plena semana de Campus Party, surgem na rede algumas novidades interessantes sobre comportamento e relações socio-econômicas baseadas na internet.

A perversa, porém inevitável realidade da ordem e seleção natural traçada por Darwin é tão verdadeira que não teria como ficar de fora das relações digitais. Matéria recente do El País, por exemplo, fala do processo de dupla marginalização social sofrida em escala global por pobres e idosos em tempos multitouch (o acesso é exclusivo para assinantes, mas faremos o favor de reproduzir o texto aqui abaixo, discretamente….)

Falta de dinheiro, de intimidade com aparelhos tecnológicos e foco exclusivo em ferramentas de comunicação online (ao invés de descobrir e desenvolver outros programas e soluções que facilitem a vida a partir de um aparelho em rede) entram como fatores-chave para este problema. O último caso pode ser visto como o lado ruim da bem-vinda disseminação das lan houses pelos países em desenvolvimento e no Terceiro Mundo.

E basta pensar no Brasil, um exemplo enorme de desigualdade econômica e de pouco caso com a terceira idade (sem contar o fato de ser um país em processo de envelhecimento) para dimensionar o tamanho da bucha que temos pela frente.

Outra pesquisa recente, esta focada no Brasil e divulgada no ano passado, também confirma este cruzamento entre penetração da internet e marginalização digital entre a população brasileira.

Por fim, a mais divertida de todas: uma pesquisa inglesa, recém-publicada, dando conta de que o cérebro só consegue administrar 150 amigos em redes sociais de uma forma real e sustentável. O melhor da história é que ela tem uma relação direta com o Número de Dunbar, que pregava esta mesma lógica em uma realidade offline e foi um assunto relevante nos estudos de comportamento e disseminação da informação nos anos 1990. Também, pudera: o autor de ambas as pesquisas é Robin Dunbar, professor de antropologia aplicada à evolução.

Alisson Avila

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Talvez se Auguste Renoir e mesmo Monet curtissem uma paleta mais technicolor, suas pinturas se assemelhariam às do pintor Afremov, da Bielorrússia (ele nasceu na mesma cidade de Marc Chagall):

Mariana Eller e Alisson Avila

A Sony Ericsson, uma das pratas da casa entre os clientes da Aktuell, está na lista dos principais logos do mercado global redesenhados em 2009. Clique aqui para ver a relação completa. Um deles é o logo da Aol, que recebeu uma análise aqui mesmo no blog.

Alisson Avila

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Tratando-se de ossos, seria a pobre modelo um teaser para os cachorrinhos da Pet Fashion Week?

A AdAge acaba de soltar uma breaking news dizendo que foi aprovada, na Espanha, uma legislação publicitária contra o segmento de beleza e emagrecimento que seria ainda mais restritiva do que as regras para a propaganda de bebidas alcoólicas. Estes produtos que prometem todo tipo de milagre só poderão ser comunicados após as 22h, em nome da redução dos distúrbios alimentares e da saúde mental das espanholas.

Indo mais longe, o mercado da moda foi novamente devorado pela cultura da pele e osso. A real beleza de Dove já ficou demodé e a cobertura da São Paulo Fashion Week (procure por aí) deixa isso bem claro: pós-adolescentes raquíticas e modelos que não tem força para levantar um sapato seguem sendo louvadas como a coisa mais sexy da Terra desde que Adão mordeu a maçã. Os textos da Folha de S. Paulo, por exemplo, estão bastante críticos e esclarecedores, o que chega a surpreender em tempos de jornalismo funcional: fill the blanks atrás dos anúncios, ou entre um break e outro, ou em alguma subliminariedade web… e lá vem uma nova edição.

A polêmica campanha da Ralph Lauren do ano passado, com modelos tão secas que parecem até deformadas - desproporcionais

Na real, isso é naturalmente triste, pois as modelos sofreram um downgrade e agora são apenas um display humano, que nem podem aproveitar seus diferenciais em relação ao acrílico. Personalidade e alma não eram essências de marcas? Bem-vindo à revolução: na construção de marcas de moda em desfiles, só interessa a roupa pendurada na magrela. O resto é interdito.

Nada disso precisa ser ruim: o Financial Times registra com apuro o boom do mercado de cosméticos no Brasil e conta como o País se transformou, em um ano de baixa nos Estados Unidos, no maior mercado mundial da Avon, na esteira da inclusão econômica das classes C, D e E em novas searas de consumo no seu dia a dia.

Como disse um cara nos comentários de uma notícia, vareta serve para empinar pipa. Longa vida ao corpo nacional violão!!!

Alisson Avila

Mate com estilo e causa: empresa norte-americana fabrica armas com escritos bíblicos há 20 anos

Toda marca tem que ter uma causa, diz o mantra. E se a causa vier na frente, como é que a marca pega carona na cauda do cometa? Independente da ordem, será sempre um marketing de causa?

Fiquei me perguntando isso ao ler uma notícia dando conta de que soldados britânicos no Afeganistão receberão fuzis com mensagens bíblicas, fabricados pela norte-americana Trijicom, que há 20 anos imprime escritos religiosos nas telas de mira (!!!).

Literalmente, meu Deus do céu. Depois os muçulmanos é que estão em guerra santa. Vale visitar o site da empresa, para ler os textos sobre as armas. Parece que você está comprando sal de fruta, de tão funcionais que são as informações sobre este inofensivo produto.

O exemplo é absurdo, lamentável e radical, mas quando o assunto é lucro não interessa se a marca cria a causa ou se a causa abduz a marca. Uma espécie de Síndrome de Tostines.

Mas até onde se consegue ir com isso? Se a marca abraça e ajuda a construir uma causa, fazendo dela um valor essencial, tudo fica com um tom mais altruísta, a la Banco do Planeta. Mas se você entra na carona, a sensação não chega a ser de oportunismo, mas fica clara a sacada de aproveitar um nicho de consumo em descoberto. Neste caso, temos menos retórica e mais ação aplicada – o que, dependendo do segmento de mercado, pode até funcionar melhor por conta da “transparência de intenção” do que os altruísmos capitalistas da vida.

Pra ninguém pensar que estamos a favor deste ou daquele lado, vale lembrar que em 2007 a Proton, fabricante de carros da Malásia, fez um modelo para o mercado islâmico com uma bússola embarcada que indicava permanentemente a direção para Meca, além de um compartimento especial para guardar o Corão. A Indonésia tem a versão muçulmana da Barbie, a boneca Salma, obviamente sem cabelos loiros, massa corporal anoréxica ou vestidinhos microscópicos e que é um sucesso massivo do outro lado do mundo. E ainda há o The Sims / Second Life desta imensa cultura, o Muxlim Pal, cuja missão é “enhance the muslim lifestyle”.

A sua causa dá dinheiro? É para isso que você tem uma causa?

Alisson Avila

Choque Cultural: The Queen vs. The Gaga

Com o perdão do semi Ctrl C + Ctrl V junto à Ilustrada no Pop, não dava pra perder esta: confira a entrevista com Nicola Formichetti, o stylist da artista. O New York Times foi atrás do homem que pendura todo tipo de roupa absurda na menina mais esperta do mundo pop dos últimos tempos.

Nicola tem um trabalho chato: é apenas o diretor criativo da Dazed & Confused, além de editor de moda da Vogue Homem Japão.

Alisson Avila

Trabalho de Thomas Lelu, da coleção Hyde & Stain.

Da redação

Para começar o ano de 2010 no Auditório do Ibirapuera, com a produção do coletivo Circuito Fora do Eixo, Macaco Bong se apresenta nos dias 15 e 16 e a equipe Aktuell indica!

A banda, que teve o álbum “Artista Igual Pedreiro” escolhido como o melhor de 2008 pela revista Rolling Stone, se apresentará no Festival de Alto Verão, além das bandas: Hurtmold, Móveis Coloniais de Acajú e Cidadão Instigado.

O Festival acontece entre os dias 13 e 24 de janeiro, e os ingressos estão à venda na bilheteria do auditório ou no site do ticketmaster, no valor de R$ 30,00.

Divirtam-se!

Da redação

É da China, mas deveria ser do mundo.

O designer chinês, Daizi Zheng criou um celular eco-friendly para a Nokia, que pode ser alimentado por bebidas açucaradas.

A proposta de Zheng é de criar um telefone com uma bateria biodegradável, que funciona com enzimas catalizadoras que geram energia a partir de carboidratos (açúcar), criando um ambiente livre de poluição.

A biobateria tem capacidade de operar três vezes a mais que uma única carga de bateria de lítio convencional.

Vejam as fotos do celular mais eco-friendly do momento!

Da redação

Um dos principais coletivos de arte urbana contemporânea do País expõe suas obras na agência, incluindo trabalhos inéditos, na sexta temporada do Projeto Portfólio 

 

Na sexta edição do Projeto Portfólio, a Aktuell abre suas portas para receber as obras da Famiglia Baglione – grupo de artistas de atuação global que é um dos destaques do cenário brasileiro e internacional de arte urbana contemporânea. A exposição, que conta com obras inéditas do acervo dos artistas convidados, é gratuita e aberta ao público, mediante agendamento, até o final de março. Será possível conferir dezenas de trabalhos de Herbert Baglione, Alexandre Cruz (Sesper), Felipe Yung (Flip), Thais Beltrame e Walter Nomura (Tinho).

O Projeto Portfólio é a plataforma de promoção da arte contemporânea da Aktuell, agência de comunicação integrada sediada em São Paulo e liderada por Rodrigo Rivellino. Desde 2007, artistas reconhecidos da arte urbana e contemporânea brasileiras ocupam os andares e espaços da agência, através da Galeria Parede (arte bidimensional), Galeria Muro (graffiti) e Galeria Elevador (audiovisual). Felipe Morozini, Letícia Ramos, Carla Barth, Nino Cais, Marcelo Amorim, Luiz Roque, Nove, Carlos Dias e Deddo Verde são alguns dos nomes que já participaram do projeto. A cada três meses, uma nova exposição ocupa a agência.

Sobre a Famiglia e os artistas

A Famiglia Baglione é um grupo  fundado e idealizado por William Baglione, irmão de Herbert Baglione, artista bastante reconhecido ao redor do mundo pelas suas pinturas e instalações em museus e galerias, além de participações em eventos importantes da cultura urbana no Brasil, Europa e Estados Unidos.
 
Em 2006,  após administrar a carreira de seu irmão por 12 anos, William passa a ser responsável pela carreira de outros artistas em trabalhos coletivos e individuais. 
Nasce então a Famiglia Baglione, inspirada no conceito das famílias dos mafiosos italianos. Onde, sem julgamentos e a partir de um ponto de vista poético, a lealdade, a força e a honra prevalecem como condições fundamentais de sobrevivência.
 
Os artistas que fazem parte da Famiglia, além de Herbert Baglione, são Alexandre Cruz (Sesper), Felipe Yung (Flip), Thais Beltrame e Walter Nomura (Tinho).

Cada artista do grupo segue um estilo próprio, fazendo deles referência tanto no meio das artes plásticas como no ambiente publicitário. Ao mesmo tempo em que desenvolvem suas carreiras em conjunto, os artistas dividem e confrontam opiniões, avaliando e sendo avaliados sistematicamente.  
Conheça mais sobre o perfil de cada um: 

 

Flip

 

Felipe Yung “Flip”é um artista paulistano que nos últimos 14 anos fez parte da paisagem da cidade com sua caligrafia e desenhos. Ele foi um dos primeiros artistas do graffiti no Brasil a utilizar personagens sem letras nas ruas, além de também ser precursor na arte de trabalhar com pôsteres e stickers (adesivos).  

Suas influências partem da caligrafia (tag e pichação) e da cultura urbana (arte, estilo e música) para chegar também ao Shodo e ao Ukiyo-e, estilos de caligrafia e xilogravura japonesas.  Atualmente desenvolve uma nova fase de pinturas onde tem como principal referência a  botânica, utilizando raízes, árvores e frutos como grande fonte de criação e inspiração.   

Flip já mostrou sua arte em diversas galerias na Europa e Estados Unidos, tendo participado do Encontro Mundial de Graffiti em Paris (França); de mostras coletivas em Brighton e Londres (UK);  exposições individuais em Madrid e Barcelona (Espanha), Paris (França) e Nova York (EUA), além de figurar em recentes  mostras coletivas realizadas em Moscou (Rússia), Los Angeles e Miami (EUA).    

Com seu amigo Sesper, fundou a Galeria Most em São Paulo, um dos primeiros espaços no País com foco em arte urbana. Através da Most, ele viabilizou a exposição de artistas em ascensão como Nunca, Onesto, Tinho, Titi Freak, Vitché e Herbert Baglione. 

Flip também emprega seu talento trabalhando como designer gráfico, desenvolvendo cenários para videoclipes e shows de artistas como Marcelo D2, além de fazer ilustrações para revistas, livros e trabalhos para grifes de moda. 

Herbert Baglione

 

 Herbert BaglioneArtista paulista, urbano por natureza, Herbert carrega na bagagem elementos do caos para criar seu universo paralelo. Suas obras remetem a uma relação do homem com o meio onde vive, e geralmente sugerem temas provocativos e curiosos. 

As metáforas e brincadeiras, expressas através de linhas e curvas em preto e branco, chamam a atenção do expectador: elas refletem a interação homem-cidade-ambiente de forma sutil e com beleza singular. Não existe verdade absoluta; o lúdico salta aos olhos, realçando um mosaico de símbolos e significados presente em suas pinturas. 

A ausência das ‘cores’ do trabalho de Herbert realça as formas e traços, compondo o espaço gráfico e convergindo para a essência de suas raízes: o caos urbano.  

Suas intervenções artísticas começaram nas ruas, o suporte ideal para representar seus pensamentos urbanos e dilemas existenciais. Com o tempo, desenvolveu novas técnicas e novos meios, recriando e adaptando o espaço, evoluindo em sua arte. Flexível como um artista tem que ser, está sempre questionando sua própria arte, gerando assim uma metamorfose poética de traços, pinceladas e suportes de intervenção constantes na criação e concepção das obras.  

Com mais de uma década de bagagem internacional em eventos e exposições, Herbert Baglione desfere um estilo próprio e com muita personalidade no design de materiais, logotipos, pinturas, intervenções e instalações. Destaque para as exposições mais recentes: Museu Von der Heydt em Wuppertal (Alemanha), galeria “de Pury & Luxembourg” em Zurich (Suíça), New Image Art Gallery em Los Angeles (USA), Embaixada Brasileira e Galeria Ruarts em Moscou (Rússia) , Galeria Potrich (Goiânia), Santander Cultural  (Expo Transfer, em Porto Alegre) e Galeria Bergamin, em São Paulo. 

Thais Beltrame

 

Thais BeltrameA aparência agradável e inofensiva de suas personagens infantis, bem como a leveza com que interfere no espaço, convidam o espectador à aproximação. No entanto, uma contemplação mais intimista de sua obra revela que este desenho é como uma casca vistosa; uma superfície bela que, a exemplo de um rosto maquiado, esconde rugas e cicatrizes. Quando penetrada, essa aparente inocência e limpeza revelam o universo questionador, inquieto, conflituoso e irônico da autora. 

E é justamente nesse contraste entre forma e conteúdo que encontramos a poética do trabalho de Thais. Questões existenciais universais são representadas de forma ácida por crianças e animais, que muitas vezes interagem como iguais – e parecem zombar da seriedade com a qual o chamado mundo adulto trata estas questões. Pela sutileza e pureza destas figuras, feitas cuidadosamente com bico de pena e nanquim, o desconforto se torna ainda maior. O resultado é uma atmosfera estranha e melancólica.  

O desenho sempre foi a principal forma de expressão e escape a acompanhar a artista desde sua infância. Talvez pela agilidade e simplicidade, o processo de desenhar lhe serviu como contato direto com um mundo imaginário e intuitivo. Segundo a artista, a evolução de seu trabalho se dá no estreitamento entre o inconsciente  e o racional, ilustrado através de situações que parecem parte de histórias vividas ou imaginárias e que não pertencem a tempos nem a lugares específicos. 

Desde que tornou-se o único membro de saia na “mafiosa” Famiglia Baglione, seus delicados trabalhos já foram expostos em Los Angeles, Miami, Londres, Brighton e Goiânia. 

Tinho

 

Walter Nomura “Tinho”um dos pioneiros do graffiti brasileiro e skatista punk por natureza, é um artista que desenvolve em seu trabalho artístico um estilo singular: o acúmulo de informações,  somado às suas influência skate/punk, resultam num marcante retrato do mundo contemporâneo  em que vivemos. 

Suas pinturas desvelam nuances de violência, solidão e sofrimento, elementos facilmente vistos em grandes cidades como São Paulo, Tóquio, Yokohama, Santiago, Buenos Aires e Berlim – lugares onde ele esteve em diferentes situações. 

Skatista desde os nove anos, e artista desde os 13 (quando riscou seus primeiros muros), Tinho sempre teve uma visão política sobre tudo à sua volta, o que o motivou a produzir arte nos mais variados suportes. Sobretudo, as paredes das cidades por onde passou. 

Desenvolvendo desde 1991 estampas de camisetas e shapes para marcas de skateboard brasileiras – trabalho que realiza até hoje -, Tinho passou a incorporar os conceitos da arte contemporânea ao seu trabalho a partir de 1994, quando entrou na faculdade de Artes Plásticas. 

Através do graffiti, Tinho realizou seus primeiro trabalhos internacionais em Buenos Aires e Pinamar (Argentina), Santiago (Chile) e Berlim (Alemanha). Depois chegou a hora de passar uma temporada no Japão, onde além de entrar em contato com a cultura original de seus avós viveu e trabalhou por três anos. 

De volta ao Brasil em 2004, Tinho encontrou a cena em ebulição  e pôde rapidamente retomar seu trabalho artístico em algumas das principais galerias de arte da cidade. Foi então que passou a ser representado pela Famiglia, por meio da qual já  mostrou seu trabalho nas embaixadas brasileiras de Londres e Moscou, na Ruarts Gallery em Moscou, na Contemporary em Brighton e Londres (UK), na Galeria Potrich (Goiânia),  no Santander Cultural (Expo Transfer, em Porto Alegre) e na Galeria Bergamin, em São Paulo. 

Sesper

 

Alexandre Cruz “Sesper” teve os primeiros contatos com skate e a música no ano de 1986, passando desde então a maior parte dos dias de sua adolescência montando rampas, fazendo fanzines e gravando fitas cassete. No inicio da década de 90 nasce o Garage Fuzz – a respeitada banda na qual toca até os dias de hoje. Descobriu também por esta época os trabalhos gráficos digitais, voltados para bandas e marcas de skate. A partir daí se dedicou a novos fanzines, incluindo o INTROduct, que já em 98 documentava a arte de uma cena que estouraria na década seguinte. 

Estes interesses influenciaram diretamente nos stickers e pôsters que ele espalhou pela cidade em 1999. Desde então, ficou conhecido por sua mistura única de técnicas. Ele usa materiais reciclados como papel, cartolina e madeira como superfície, para pintar com pastel a óleo e látex, incorporando layers sobre layers de textura e cor. 

Atualmente, Sesper dedica seu tempo a um documentário sobre a arte nos decks de skate produzidos no Brasil, chamado Reboard. Além disso, integra a Famiglia Baglione desde 1997 com suas artes e vídeos, por meio da qual já expôs  seus trabalhos em Los Angeles, Goiânia e São Paulo. Confinra seus vídeos no youtube.

Encerramos 2009 por aqui!

Um agradecimento especial para todos os leitores e colaboradores do O2Aktuell, e que venha 2010!

Vamos em frente com muita atitude e sucesso… vide as paredes que surgem com novos negócios logo atrás da nossa turma. Aguarde por novidades e até breve!

Equipe Aktuell

Da redação

Com uma simples ideia, presenteamos todos nossos leitores.

Vejam as fotos de como foi a ação aqui na agência.

Carta de Natal

Rogério Freitas

Rosa Carvalho e os presentes

Rosa Carvalho e os presentes de natal

Fotos de todos os colaboradores, suas cartinhas e dos presentes no nosso flickr.

Da redação

No mês de dezembro, muitas coisas aconteceram aqui na Aktuell. Uma delas foi a visita de Mario Di Fante, idealizador da Pet Fashion Week (PFW) de Nova York e Tokyo.

O motivo da visita?  Ele veio apresentar a palestra do último evento do Luxury Marketing Council deste ano, que teve como tema: “Muito Além das Pet-Shops: O Promissor Segmento Premium Chega ao Brasil”. Isso porque a Aktuell é a agência responsável pela edição do PFW em São Paulo 2010.

Veja algumas fotos do que aconteceu!

Mario Di Fante

Vera Lopes, Mario Di Fante e Paôla Mansur

Palestra sobre: "Muito Além das Pet-Shops: O Promissor Segmento Premium Chega ao Brasil"

Muito mais no nosso flickr.

Da redação

“Pets são os novos bebês deste milênio”. A frase do norte-americano Mario Di Fante, idealizador da Pet Fashion Week, resume bem o espírito deste mercado e as oportunidades ao redor dele. “Basta lembrar que ontem, mesmo sendo uma pessoa do ramo, eu fui a uma festa de aniversário de um gato pela primeira vez”. Ele não estava nos Emirados Árabes, e sim na Rua Oscar Freire, em São Paulo, com outros 200 convidados. “O Brasil é um mercado com muitas possibilidades por conta da sua localização geográfica, diversidade de matérias-primas e qualificação de mão de obra artesanal para a produção de produtos exclusivos”.

Mario e um de seus amigos

Di Fante foi o convidado especial da Aktuell na palestra “Muito além das pet shops: o promissor segmento Premium chega ao Brasil”, dentro da programação anual de atividades do Luxury Marketing Council brasileiro. Ele fechou a temporada de encontros do LMC este ano anunciando a chegada da Pet Fashion Week ao Brasil, em abril de 2010, em um projeto ambicioso desenvolvido ao lado da Aktuell.

A edição nacional acontecerá no World Trade Center, em São Paulo, com todo tipo de atividade: desfiles, trade show, concursos, exposições, inovações do mercado, novas marcas que chegam ao Brasil e por aí vai. A seguir uma imagem do encontro de ontem:

Menos filhos, divórcios, a diminuição do tamanho dos pets e a busca de companhia na terceira idade são alguns dos fatores factuais apontados por Di Fante como justificativa para este crescimento. Já a humanização da relação com os animais, a opção pela vida de solteiro, a decisão ou dificuldade em ter filhos, a “celebrização” dos animais e seus donos e ainda o aumento da informação a respeito da criação de diferentes tipos de animais em casa são apontados como os drives comportamentais para a sustentação deste mercado. “Animais nunca serão uma ‘tendência’, pois eles são uma opção e sobretudo um compromisso para toda uma vida”. E que podem deixar a vida humana durar mais, vide as pesquisas da Delta Society nos EUA.

O Brasil é apontado como mercado promissor por conta dos números: os Estados Unidos, líderes disparados deste segmento, movimentam US$ 43 bilhões em uma população de 302 milhões; o Japão, hoje terceiro colocado no ranking de negócios, gira US$ 10 bilhões em negócios pet para uma população de 130 milhões; e o Brasil, agora segundo colocado global, fatura US$ 11 bilhões em uma população de 190 milhões de pessoas. “A relação entre faturamento e população, mesmo com as diferenças sociais do Brasil, evidenciam que há muito espaço para crescer”.

Cena da Pet Fashion Week Nova York 2009

Ele deu o exemplo do segmento de rações, que explodiu no País quando as empresas chegaram investindo em marcas, segmentação e alimentos funcionais. O Brasil inclusive cresce acima da média anual de norte-americanos e japoneses. “Hoje é possível estender a vida de um pet com alimentos especiais, tratamentos terapêuticos e mesmo cirurgias de transplante ou injeções de insulina”, conta Di Fante.

Outras promessas internacionais para o universo pet são os Emirados Árabes, a Índia e a Rússia, sobretudo a capital Moscou. Surpreendentemente, a China ainda não desponta como fator de atração massivo: “em um país com mais de um bilhão de pessoas, há somente 23 milhões de animais tradados como ‘pet’ do jeito que compreendemos”.

Depois de falar de números, foi a hora dos cases e exemplos. Louis Vuitton e Gucci investem neste segmento há décadas, sobretudo a Gucci, conhecida também por seus acessórios de couro para cavalos. E os exemplos, de certa forma absurdos, foram se somando: chaise dog de US$ 200.000, tesoura de tosa de US$ 275.000, casinhas com conceito arquitetônico a partir de US$ 5.000, um colar de US$ 300.000, uma capa de US$ 18.000; e a marca de cosméticos Les Poochs, com produtos custando até US$ 3.000… Sem contar os carros com equipamentos para acomodar melhor os animais tanto no porta-malas quando no meio do painel frontal, como acontece no Japão:

Estes dados dizem respeito a todo tipo de pet, não somente os cães. “Eles são a maioria, até porque gatos são muito mais independentes e animais como répteis, cobras, aves, peixes, cobras e mesmo insetos acabam sendo uma parte menor do contexto”. No meio de tanto dinheiro que pode erguer e destruir coisas belas, entretanto, ficou o recado de Di Fante: “na minha opinião, o lugar destes animais exóticos é na natureza, não na casa das pessoas”.

Alisson Avila

Crie a nuvem de tags que quiser sobre novas ferramentas, estratégias e etc para construir marcas e engajar pessoas. Qualquer uma, mesmo.

Pensou? Pois saiba que nenhuma delas se encaixa no maior case recente da indústria automobilística internacional: a coreana Hyundai.

Não vamos falar dos Estados Unidos, onde receberam uma série de prêmios e cresceram na crise vendendo o óbvio em um momento destes: segurança. Mas esta segurança foi oferecida de um jeito inovador, vinculando a compra do carro a um seguro e à cobertura das parcelas do financiamento no caso de perda do emprego. Ou seja, o destaque é justificado. Aliás, o anunciante foi escolhido como destaque do ano pela Ad Age:

Agora vamos falar de Brasil. Você parou pra pensar que a marca cresceu de um modo impressionante em cima das ferramentas mais primitivas do marketing? O boca a boca, o testemunhal e o comparativo. Sem contar os comerciais pomposos com violinos e “a força do investimento na nossa economia”. Estou convencido de que nunca na história deste País alguém criou algo parecido com isso.

Tente lembrar dos comerciais da Hyundai. Uma locução na linha “sexta-feira nos cinemas” fala que o carro é a coisa mais incrível do mundo, cita marcas cujo posicionamento não tem nada a ver com o seu e cita números bem impressionantes. Mas o mais engraçado de todos é aquele filme da marca estrelado exatamente por profissionais liberais, executivos em geral e especialmente o povo do marketing e da criação. Está no ar há meses, você já deve ter visto e a parte mais absurda é quando a “diretora de criação” presente no filme diz que “dá pra passar na enchente”. Vejam todo o charme desta declaração de sobrevivência urbana:

Resumo da ópera Dilbertiana: para os clientes, nas agências, dá para inventar de tudo. Mas na hora de comprar o meu próprio carro, eu esqueço todas as táticas revolucionárias e vou de basicão mesmo, valorizando todas aquelas “coisas antigas” que meu discurso de posicionamento inovador no mercado condena. Compro o carro que o que meu amigo me disse que era bom, o carro que se compara com as outras marcas sem haver muito nexo (qual a relação entre um Hyundai e uma BMW?) e o carro que tem testemunhos reais (sic) sobre relações entre pessoas e carro. Veja outros:

Mas a coisa não é tão bonita assim. A marca está envolvida em algumas polêmicas meio cabeludas no Brasil, como você pode ver aqui e aqui. Sem contar a briga com a própria marca Kia, pertencente ao mesmo grupo, envolvendo anúncios publicitários no mercado nacional – uma coisa bem desagradável que você pode ver aqui, aqui e aqui.

E a Hyundai acaba de avisar que está tirando o time de campo no Japão. Além da rixa entre japoneses e coreanos, que ajuda a embargar as vendas, um dos motivos da retirada da companhia daquele mercado é o fato de a marca não ser… consagrada – tradicional – charmosa – glamurosa – elegante – gigantesca o suficiente para ser comprada pelos nipônicos, que adoram um capitalismo over. Lá, Hyundai e Kia são percebidos como a mesma coisa – até porque são a mesma empresa mesmo… Especiamente em tempos de globalização, é meio patético ver empresas associadas tentarem fazer de conta que não são sócias dentro do Brasil, só pra puxar o tapete uma da outra.

O produto é um sucesso, ao contrário de muitos, porque é bom. Mas será que ele encarava essa enchente aqui?

Alisson Avila

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